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Datafolha 2026: São Paulo em foco com pesquisa sobre Lula, Flavio Bolsonaro e disputas estaduais

Datafolha 2026: São Paulo em foco com pesquisa sobre Lula, Flavio Bolsonaro e disputas estaduais
Marcelo Camargo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado

Uma nova e abrangente pesquisa Datafolha foi conduzida em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, para mapear o cenário político em vista das eleições de 2026. O levantamento, que aborda as corridas presidencial, para o governo do estado e para as duas vagas ao Senado, oferece um panorama detalhado das intenções de voto, rejeições e a percepção dos eleitores sobre temas cruciais do cenário nacional.

O estudo vai além da simples medição de votos, aprofundando-se na avaliação do trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF), na atuação dos ministros e nas possíveis implicações de suas decisões nas candidaturas de figuras proeminentes como Lula e Flavio Bolsonaro. A pesquisa busca compreender a dinâmica eleitoral em um estado chave, fornecendo dados essenciais para a análise política.

Cenários Presidenciais e a Disputa por Votos

A pesquisa Datafolha explora intensamente a corrida presidencial, testando um total de treze candidatos no primeiro turno. Entre os nomes avaliados estão Clariana Barao (DC), Edmilson Costa (PCB), Escritor Augusto Cury (Avante), Flavio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo).

O levantamento também se debruça sobre o grau de definição do voto para presidente, investigando a solidez das escolhas dos eleitores e qual outro candidato poderia receber o voto caso a opção inicial mudasse. A rejeição a cada um dos nomes apresentados é outro ponto central, revelando os desafios que cada postulante enfrenta junto ao eleitorado.

Para o segundo turno, a pesquisa projeta cinco cenários distintos, todos envolvendo o atual presidente. São testadas as disputas entre Lula (PT) contra Flavio Bolsonaro (PL), Lula (PT) contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula (PT) contra Zema (Novo), Lula (PT) contra Renan Santos (Missão) e Lula (PT) contra Escritor Augusto Cury (Avante), oferecendo uma visão abrangente das possíveis confrontações.

A Corrida pelo Governo de São Paulo e Avaliação da Gestão

No âmbito estadual, a pesquisa Datafolha direciona seu olhar para a disputa pelo governo de São Paulo, apresentando sete candidatos. Os nomes testados incluem Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Policial Edjane (Agir), Tarcísio (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP).

O estudo mede a intenção de voto estimulada, o nível de convicção dos eleitores em suas escolhas, a probabilidade de mudança de voto e os índices de rejeição a cada candidato. Um cenário de segundo turno específico entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio (Republicanos) também é avaliado, indicando as tendências para uma eventual disputa final.

Adicionalmente, o levantamento inclui uma avaliação da gestão do governador Tarcísio, que completou três anos e oito meses de mandato. São feitas perguntas sobre a qualidade de sua administração e o nível de aprovação de seu trabalho, fornecendo um termômetro da opinião pública sobre o governo atual.

Vagas ao Senado: Nomes em Disputa no Maior Colégio Eleitoral

Para as duas vagas ao Senado Federal por São Paulo, a pesquisa Datafolha apresenta uma lista extensa de 15 candidatos. Entre os nomes avaliados estão André do Prado (PL), Dra. Eliana Ferreira (PSTU), Ednelson Cesaretti (PCO), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Guto Schiavetto (Missão), Maíra de Souza (UP), Marcio Alves (UP), Marina Silva (Rede), Petter Maahs (PCB), Salles (Novo), Simone Tebet (PSB), Soninha Francine (Cidadania), Weller Gonçalves (PSTU) e William Teixeira (Agir).

A amplitude de candidatos reflete a complexidade da disputa por representação no Senado, onde a escolha de dois nomes por eleitor adiciona uma camada extra de análise. O levantamento busca capturar as preferências dos paulistas para a composição da bancada senatorial.

Percepções sobre o STF e o Congresso Nacional

Um bloco significativo da pesquisa Datafolha é dedicado à avaliação das instituições federais. Os entrevistados são questionados sobre o desempenho dos senadores e deputados federais, bem como sobre o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa seção é crucial para entender a confiança pública nas esferas legislativa e judiciária.

O questionário aprofunda-se em situações específicas envolvendo a atuação dos ministros do STF, como a participação em empresas privadas, o recebimento de pagamentos por palestras, o julgamento de processos com advogados parentes e manifestações públicas sobre casos em andamento. Também são abordadas as decisões que podem beneficiar ou prejudicar candidatos à Presidência, e a percepção dos eleitores sobre um possível Código de Ética e Conduta para a Corte.

A pesquisa ainda sonda o conhecimento dos entrevistados sobre as suspeitas envolvendo ministros do Supremo e o caso Banco Master, além de questionar se as ações e decisões do STF estão mais beneficiando, prejudicando, ou afetando igualmente as candidaturas de Lula e Flavio Bolsonaro. Para mais informações sobre pesquisas eleitorais, consulte o site do Datafolha.

Avaliação do Governo Federal e Posicionamento Ideológico

A pesquisa Datafolha também se volta para a avaliação do governo federal. Os entrevistados são solicitados a classificar a gestão de Lula entre ótimo, bom, regular, ruim e péssimo, além de expressar sua aprovação ou desaprovação ao trabalho do presidente. Esses dados são vitais para compreender o humor do eleitorado em relação à administração atual.

Para traçar um perfil mais completo do eleitor paulista, o questionário inclui perguntas sobre o grau de interesse por política e a disposição de votar caso o voto não fosse obrigatório. Escalas de posicionamento ideológico, de um a cinco para a polarização bolsonarista e petista, e de um a sete para a tradicional divisão entre esquerda e direita, são utilizadas para mapear as tendências políticas.

O levantamento finaliza com perguntas sobre o voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022 e a escolha para o governo de São Paulo naquele pleito, permitindo comparações e análises sobre a evolução do comportamento eleitoral.

Fonte: veja.abril.com.br

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