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Festival Paralímpico transforma vidas e promove inclusão esportiva em Canaã dos Carajás

Festival Paralímpico transforma vidas e promove inclusão esportiva em Canaã dos Carajás
Reprodução / carajasojornal.com.br

Canaã dos Carajás reafirmou seu compromisso com a acessibilidade ao sediar a 3ª edição do Festival Paralímpico. O evento, que se consolidou como um marco de transformação social no município, reuniu crianças e jovens com deficiência, na faixa etária de 7 a 23 anos, para um dia de integração, prática esportiva e superação de limites.

A iniciativa é resultado de uma articulação estratégica entre o Comitê Paralímpico Brasileiro, a Prefeitura Municipal e a Fundação de Cultura, Esporte e Lazer (Funcel). O projeto busca democratizar o acesso ao esporte, provando que a prática física é um direito fundamental e uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento humano e a autonomia dos participantes.

Diversidade de modalidades e engajamento comunitário

Nesta edição, o festival ampliou seu leque de atividades, oferecendo aos jovens a oportunidade de vivenciar o futebol de cego, a bocha e o badminton. A curadoria das modalidades é pensada anualmente para que os estudantes tenham contato com novas experiências, desafiando estigmas e demonstrando a capacidade técnica e motora de cada atleta.

O sucesso do evento foi garantido pela colaboração de diversas instituições, incluindo a APAE, o Instituto Via Autismo, a faculdade Unisa e unidades da rede municipal e privada de ensino. Essa rede de apoio foi essencial para criar um ambiente acolhedor, onde o esporte atua como um facilitador de amizades e um espaço seguro para a expressão individual.

O impacto da inclusão na visão dos participantes

Para os jovens, o festival transcende a competição, tornando-se um ponto de encontro social. Maria Clara, de 14 anos, destacou que a vivência prática de modalidades como o badminton reforça a importância de espaços que integrem pessoas com deficiência de forma genuína. A interação constante entre os participantes é apontada como um dos pontos mais positivos da jornada.

Vitória Maria de Oliveira, também de 14 anos, reforçou que o festival é um ambiente propício para a ampliação de seu círculo social. Ao participar de atividades variadas, que vão desde o vôlei até a cabra-cega, ela encontrou no esporte uma via para desenvolver novas habilidades sociais e fortalecer laços de amizade com outros estudantes da região.

Suporte técnico e formação profissional

A qualidade do evento foi sustentada por uma equipe multidisciplinar dedicada ao suporte dos atletas. Intérpretes de Libras, como Daniel, de 27 anos, desempenharam um papel crucial na comunicação e na garantia de que todos os jovens pudessem desfrutar das atividades com autonomia e segurança.

A presença de estudantes universitários de fisioterapia e educação física agregou valor pedagógico ao festival. Para Áquila Ingrid Rodrigues Lima, de 24 anos, a atuação prática no suporte ao futebol de cego permitiu compreender que a fisioterapia esportiva vai além da reabilitação física, sendo um pilar fundamental para o incentivo e a confiança de atletas em formação.

Fonte: carajasojornal.com.br

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