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Augusto Cury contesta pesquisas eleitorais e aponta interferência de algoritmos

Augusto Cury contesta pesquisas eleitorais e aponta interferência de algoritmos
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Em entrevista concedida ao programa Veja em Foco, o candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, manifestou forte discordância em relação aos números apresentados pelas pesquisas eleitorais recentes. O presidenciável classificou a queda em sua intenção de voto como inconsistente com a recepção que tem encontrado em suas agendas pelo país, projetando um cenário de surpresa para o pleito de 4 de outubro.

Divergência entre levantamentos e percepção das ruas

Ao ser confrontado com a redução de sua performance nos levantamentos, Augusto Cury argumentou que parte das oscilações registradas está contida na margem de erro estatístico. O candidato reforçou que a experiência direta com o eleitorado, em locais como o Mercado Municipal de São Paulo e viagens por estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, indica um apoio crescente e coletivo que não se reflete nas métricas divulgadas.

Para o candidato, a expectativa de uma reviravolta nas urnas baseia-se na existência de um contingente de eleitores silenciosos. Segundo Cury, dezenas de milhões de brasileiros optam por não manifestar publicamente sua preferência política, o que poderia resultar em uma surpresa no dia da votação.

Suspeitas sobre o papel dos algoritmos nas redes sociais

Um dos pontos centrais da fala de Cury diz respeito ao alcance de sua campanha nas plataformas digitais. O candidato relatou um crescimento expressivo no volume de publicações sobre sua candidatura a partir de agosto, saltando de 1.200 para mais de 48 mil conteúdos. Consequentemente, o reconhecimento do seu nome como presidenciável teria subido de uma faixa entre 5% e 10% para 35%.

Entretanto, o presidenciável afirmou que, após esse período de expansão, houve uma queda drástica no engajamento, que teria passado de 3% para 0,7%. Cury classificou a mudança como uma interferência cruel dos algoritmos, sugerindo que a alteração na distribuição de conteúdo teria como objetivo prejudicar sua candidatura.

Representação no Tribunal Superior Eleitoral

Diante do cenário de queda no alcance digital, a campanha de Cury formalizou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral solicitando uma auditoria independente sobre o funcionamento das plataformas. O candidato sustenta que a falta de transparência nos critérios de distribuição de conteúdos nas redes sociais compromete o debate democrático.

Além da questão eleitoral, Augusto Cury criticou o modelo de negócio das redes sociais, argumentando que a distribuição desigual força criadores de conteúdo a adotarem posturas mais polêmicas e agressivas para obter visibilidade. Ele defendeu que as regras de funcionamento dos algoritmos sejam submetidas a normas mais claras e transparentes para garantir a integridade do processo democrático.

Fonte: veja.abril.com.br

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