A cidade de Tucuruí, localizada no sudeste do Pará, registrou um novo abalo sísmico na madrugada de sábado, 13 de junho de 2026, por volta de 1h23 (horário de Brasília). Este evento marca o terceiro tremor consecutivo no município em poucos dias, gerando considerável apreensão entre os moradores. A recorrência dos abalos tem levantado questões sobre a segurança e o monitoramento da atividade sísmica na região, especialmente por se tratar de uma área a jusante da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
Um vídeo capturado por uma câmera de segurança ilustra o impacto do fenômeno, mostrando o momento em que um forte estrondo é ouvido e a imagem se movimenta bruscamente. A sequência de tremores tem mobilizado autoridades locais e especialistas em busca de respostas e medidas para garantir a tranquilidade e a segurança da população.
Abalos sísmicos recorrentes intensificam preocupação em Tucuruí
O município de Tucuruí, lar de mais de 91 mil habitantes, tem sido palco de uma série incomum de atividades sísmicas. Entre 10 de maio e 13 de junho, foram contabilizados ao menos seis abalos sísmicos. Apenas na semana em questão, três eventos foram registrados, incluindo um de magnitude 3,5 na escala Richter, ocorrido na quinta-feira, 11 de junho. Esses dados são monitorados e divulgados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que acompanha a atividade geológica em todo o território nacional.
A frequência e a intensidade dos tremores têm gerado um estado de alerta na comunidade, que busca entender as causas e as possíveis consequências desses eventos. A proximidade com uma infraestrutura de grande porte como a Usina Hidrelétrica de Tucuruí adiciona uma camada de complexidade e preocupação ao cenário.
Mobilização das autoridades e formação de comissão técnica
Diante da crescente inquietação, o prefeito Alexandre Siqueira agiu prontamente, realizando uma reunião na manhã de sexta-feira, 12 de junho. O encontro contou com a participação de importantes órgãos e especialistas, incluindo integrantes da Defesa Civil municipal e estadual, do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria Municipal de Segurança Pública, do Instituto Federal do Pará (IFPA) e de um geólogo da Universidade Federal do Pará (UFPA).
O objetivo central da reunião foi esclarecer dúvidas e traçar estratégias para assegurar a segurança dos cidadãos. Como resultado, foi estabelecida uma comissão técnica, composta por especialistas de diversas áreas, que terá a responsabilidade de acompanhar de perto a situação em conjunto com a empresa Axia, responsável pela operação da usina.
Monitoramento e busca por informações técnicas sobre a hidrelétrica
A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) continua a monitorar os tremores, fornecendo dados cruciais para a análise da situação. A transparência na divulgação de informações é um pilar fundamental para manter a população informada e evitar a propagação de rumores.
O prefeito Alexandre Siqueira enfatizou a seriedade com que a situação está sendo tratada. Ele anunciou que, na segunda-feira, 15 de junho, a empresa Axia será convidada para uma reunião, onde deverá fornecer esclarecimentos detalhados sobre a segurança da Hidrelétrica de Tucuruí. “Até o momento, não há nada que indique risco à barragem, mas, naturalmente, precisamos de mais informações técnicas”, afirmou o prefeito, reforçando a necessidade de dados concretos para uma avaliação completa e responsável. Para mais informações sobre monitoramento sísmico no Brasil, consulte a Rede Sismográfica Brasileira.
Fonte: correiodecarajas.com.br