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Governo gera incerteza no mercado com falha em anúncio sobre impostos da gasolina

cerca de uma hora e meia, próximo ao horário de fechamento da B3. Na verdade, o
Reprodução Agenciainfra

Governo gera incerteza no mercado com falha em anúncio sobre impostos da gasolina

Uma falha na comunicação oficial do governo federal gerou instabilidade no mercado financeiro na última quinta-feira (23). Ao convocar a imprensa para um anúncio que foi interpretado inicialmente como uma redução imediata de tributos federais sobre a gasolina, o Executivo provocou expectativas que perduraram por cerca de uma hora e meia, impactando o fechamento das negociações na B3.

Na realidade, o objetivo da entrevista coletiva era apresentar um Projeto de Lei Complementar (PLP), articulado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que propõe utilizar o excedente de arrecadação gerado pela alta do petróleo no mercado internacional para compensar uma futura redução de impostos sobre combustíveis. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, precisou realizar uma correção pública durante o evento, esclarecendo que não haveria corte tributário imediato.

Mecanismos e estratégia do PLP 114/2026

O projeto apresentado visa estruturar uma compensação fiscal sem a necessidade de criação ou aumento de alíquotas de novos tributos. O governo pretende utilizar receitas extraordinárias provenientes de royalties, dividendos da Petrobras, Imposto de Renda, CLRR e a venda de óleo da União via PPSA. Estes recursos estão acima do previsto devido à valorização do barril de petróleo tipo Brent, que atingiu US$ 105,07 na data do anúncio.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, enfatizou que a estratégia busca mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o custo de vida no Brasil. O texto do PLP 114/2026 ainda depende de aprovação em regime de urgência e do aval de mérito na Câmara e no Senado para que, posteriormente, o governo possa editar os decretos de redução tributária.

Projeções de cortes e reavaliações periódicas

Caso o projeto seja aprovado pelo Congresso, os cortes nos tributos federais como Cide, PIS e Cofins deverão ser parciais. O governo planeja reavaliar a medida a cada dois meses, ajustando-a conforme a flutuação dos preços internacionais do petróleo. A estimativa é de um impacto de R$ 800 milhões na arrecadação a cada bimestre, o que representaria uma redução de aproximadamente R$ 0,10 por litro.

A medida, restrita ao ano de 2026, deve contemplar a gasolina, o etanol, o diesel e o biodiesel. O ministro José Guimarães, líder do governo na Câmara, informou que o texto será debatido em reunião de líderes na próxima terça-feira (28). Enquanto isso, o imposto de exportação de 12% sobre o petróleo permanece em vigor, sem prazo definido para alterações, conforme detalhado pela Agência iNFRA.

Fonte: agenciainfra.com

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