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Operação Mute combate uso de celulares em presídios da Bahia

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Reprodução Cnnbrasil

Operação Mute combate uso de celulares em presídios da Bahia

Uma força-tarefa composta pela Polícia Penal da Bahia e pelo Ministério da Justiça iniciou, nesta sexta-feira (24), uma ofensiva estratégica contra o crime organizado dentro do sistema prisional. A operação, denominada Mute, concentra seus esforços na busca e apreensão de aparelhos celulares em nove unidades prisionais do estado, visando desarticular redes criminosas que operam de dentro para fora dos muros.

A ação é conduzida por meio de um protocolo rigoroso de inteligência, mobilizando policiais penais federais e estaduais. O objetivo central é interromper a comunicação ilícita que sustenta atividades criminosas, utilizando recursos tecnológicos avançados para localizar dispositivos escondidos em áreas de difícil acesso ou estruturas das celas.

Inteligência e estratégia no sistema prisional

A execução da operação baseia-se em diretrizes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Segundo Glautter Morais, diretor de inteligência penal da pasta, a iniciativa possui caráter nacional, sendo a incursão na Bahia apenas a primeira etapa de um cronograma que prevê ações similares em outras cinco regionais pelo país.

O uso de tecnologia de varredura é um dos pilares para garantir a eficácia da revista. A estratégia busca não apenas a retirada física dos aparelhos, mas a coleta de dados que possam subsidiar investigações futuras sobre a estrutura hierárquica e operacional das facções que tentam manter o controle do crime a partir do cárcere.

Contexto da segurança pública e apreensões

O combate ao ingresso de eletrônicos em presídios é um desafio constante para as autoridades brasileiras. Dados recentes indicam que, em um período de três anos, foram confiscados 7.966 celulares em unidades prisionais de todo o território nacional, além de armas e bebidas alcoólicas.

A continuidade da operação Mute reflete a necessidade de endurecer os protocolos de segurança para reduzir a influência do crime organizado. O balanço final contendo a quantidade exata de dispositivos apreendidos nesta sexta-feira será consolidado e divulgado pela Senappen após a conclusão dos trabalhos nas nove unidades selecionadas.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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