Plano nacional define metas para a transição energética
O Ministério de Minas e Energia (MME) oficializou, nesta quarta-feira (28), a abertura da consulta pública para o Plante (Plano Nacional de Transição Energética). O documento estabelece um roteiro estratégico com ações voltadas à neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor energético brasileiro, visando um futuro de baixo carbono.
De acordo com as projeções apresentadas, o Brasil possui potencial para elevar a participação de fontes renováveis na matriz energética para 81% até o ano de 2055, considerando o cenário mais otimista. No âmbito do sistema elétrico, a expectativa é atingir um patamar de 99% de renovabilidade, superando os atuais 90% registrados, enquanto a matriz energética geral busca saltar dos atuais 52%.
Estratégias para descarbonização e eficiência
O Plante propõe um conjunto de medidas operacionais e regulatórias para viabilizar essa mudança estrutural. Entre as prioridades listadas estão a regulamentação da captura e estocagem de carbono, além de estudos aprofundados para o aumento dos mandatos de biocombustíveis, como etanol, biodiesel e biometano. A eletrificação da mobilidade urbana também figura como um pilar central para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Para o setor elétrico, o plano enfatiza a necessidade de investimentos robustos em infraestrutura de transmissão. O objetivo é garantir o escoamento eficiente da energia produzida por fontes renováveis. Além disso, o documento prevê a contratação de sistemas de armazenamento por baterias e a análise técnica para a expansão do parque hidrelétrico nacional.
Governança e cronograma de implementação
A fase de consulta pública terá duração de 45 dias, permitindo que a sociedade e o setor produtivo contribuam com sugestões. Após esse período, o texto final será submetido à aprovação do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). O planejamento prevê que a execução das metas ocorra em ciclos de quatro anos, garantindo revisões periódicas.
O Plante será integrado ao planejamento energético de longo prazo do país, alinhando-se ao PDE (Plano Decenal de Energia) e ao PNE (Plano Nacional de Energia). Essa articulação visa assegurar que o Brasil cumpra os compromissos internacionais assumidos no Acordo de Paris, consolidando o país como referência global em sustentabilidade e transição energética.
Fonte: agenciainfra.com