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Cade analisa aquisição da Borborema Energética pelo Grupo J&F

tfólio da Multiner, adquirida pelo grupo em operação consolidada no último mês d
Reprodução Agenciainfra

O cenário energético brasileiro pode presenciar uma significativa movimentação com a proposta de aquisição do controle da Borborema Energética pelo Grupo J&F. A operação, que já está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), representa um passo estratégico para o conglomerado, visando a expansão de sua atuação no setor. A Borborema Energética é a empresa responsável pela operação da Usina Termelétrica (UTE) Campina Grande, localizada na Paraíba, que possui uma potência de 169 MW.

A formalização do pedido de aprovação junto ao Cade ocorreu na última quarta-feira, dia 6, com a submissão do formulário detalhando a transação. Esta iniciativa se alinha aos planos previamente anunciados pelo J&F de integrar seus negócios de gás natural e energia, consolidando sua presença em um mercado em constante evolução.

Detalhes da aquisição e o papel do Cade

O processo de análise da aquisição pelo Cade é uma etapa fundamental para garantir a conformidade com as leis de concorrência. O órgão antitruste tornou pública a instauração do ato de concentração por meio do Edital 327, de 7 de maio de 2026, publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira, dia 8. Esta publicação abre o prazo para que terceiros interessados possam se manifestar sobre a operação.

Atualmente, a Borborema Energética é controlada pela Brasilterm, que faz parte do Grupo Bolognesi. Este grupo tem uma atuação diversificada no setor de geração de energia elétrica, abrangendo termelétricas, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), hidrelétricas e usinas eólicas. A empresa paraibana, objeto da proposta de aquisição, integrou o portfólio da Multiner antes de ser consolidada pelo Grupo Bolognesi em março, após uma prolongada disputa societária que teve início em 2012. Para mais detalhes sobre o processo de aprovação, o formulário submetido ao Cade pode ser consultado aqui.

A UTE Campina Grande sob escrutínio da ANEEL

A Usina Termelétrica Campina Grande, peça central na aquisição proposta, tem enfrentado desafios operacionais recentes. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) suspendeu a operação comercial da UTE, conforme apontado em nota técnica da Superintendência de Fiscalização Técnica (SFT) da reguladora. A decisão foi motivada pela ausência de “condições necessárias à manutenção de sua situação operacional de operação comercial”.

Desde 10 de janeiro de 2025, a UTE Campina Grande tem se declarado indisponível para a programação e despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), justificando a situação por “restrição operativa e manutenção”. A empresa, por sua vez, alegou à ANEEL que a indisponibilidade se deve a um processo de reestruturação operacional em curso.

Apesar dos desafios, a usina havia sido cadastrada e habilitada para participar do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) de 2026. Contudo, a térmica não figurou entre os empreendimentos vencedores do certame, o que adiciona uma camada de complexidade ao seu cenário atual.

Estratégia do Grupo J&F no setor energético

A busca pela Borborema Energética se insere em uma estratégia mais ampla do Grupo J&F para fortalecer e expandir sua presença no mercado de energia. Em abril, o conglomerado já havia anunciado a integração de seus negócios de gás natural e energia, sinalizando um movimento de consolidação e otimização de suas operações neste segmento.

A potencial aquisição da operadora da UTE Campina Grande representa, portanto, mais um passo nessa direção, permitindo ao J&F ampliar sua capacidade de geração e diversificar seu portfólio. A integração vertical de diferentes elos da cadeia energética pode gerar sinergias e ganhos de eficiência, reforçando a competitividade do grupo em um mercado dinâmico e regulado.

Fonte: agenciainfra.com

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