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Pré-candidatos à Presidência da República elaboram estratégias para atrair eleitor; veja quais

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Pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — Foto: Reprodução

Enquanto Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trabalharam para reduzir rejeições, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) querem se tornar conhecidos fora de seus estados.

  • Defesa da soberania

Na avaliação de petistas, uma das melhores fases de popularidade do governo Lula foi durante o tarifaço de Donald Trump. Por isso, a defesa da soberania brasileira, em especial em relação aos Estados Unidos, deve ser um dos assuntos abordados durante a campanha eleitoral.

O entendimento de articuladores do governo é que o tema da soberania é caro ao brasileiro.

Por orientação do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, o presidente Lula defendeu publicamente o Pix nos últimos dias, em um claro contraponto às críticas feitas pelo governo norte-americano.

Flávio Bolsonaro (PL)

  • Foco no eleitorado feminino

Internamente, integrantes do PL admitem que a família Bolsonaro tem dificuldade em ganhar votos do eleitorado feminino. Uma das possibilidades pra reduzir resistências é escolher uma mulher como vice na chapa com Flávio.

As deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) e a senadora Teresa Cristina (PP-MS) são cogitadas.

“Todos os nomes estão postos, vamos ter que colocar tudo isso em pesquisa para avaliar quem é o melhor vice, quem soma mais”, diz o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que avalia que a decisão só deve sair depois de junho.

Além disso, interlocutores de Flávio dizem que ele deve defender o endurecimento das penas para crimes de violência contra a mulher, por exemplo.

  • Buscar por apoio do mercado

Uma das preocupações do entorno de Flávio Bolsonaro é que o pré-candidato se aproxime do mercado e demonstre ser um nome liberal na economia.

O senador tem se reunido com empresários e, segundo integrantes do PL, vai buscar um nome técnico para o Ministério da Economia.

“Uma mudança orientada pela responsabilidade fiscal, pelo controle dos gastos públicos e pela retomada de um ambiente seguro para investimentos e negócios”, afirmou um interlocutor que participa diretamente da articulação de campanha do senador.

  • Fim da reeleição

No início de março, o senador protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que proíbe a reeleição para o cargo de presidente da República.

Se aprovada a tempo, a medida já valeria para 2030 — ou seja, se fosse eleito, ele próprio não poderia concorrer à reeleição.

“Ao eliminar a possibilidade de reeleição consecutiva para o Presidente da República, pretende-se fortalecer a independência decisória do governante”, diz a justificativa da proposta.

A avaliação de interlocutores é que a PEC funciona como um gesto de Flávio em busca do apoio de outros partidos, já que deixaria o caminho livre para outros nomes em 2030.

Ronaldo Caiado (PSD)

  • Alternativa à polarização

Embora tenha se identificado com pautas da direita ao longo da carreira política, Caiado deve se lançar como uma “alternativa à polarização”.

O marqueteiro da campanha, Paulo Vasconcelos, diz que “polarização não põe comida no prato” e que o pré-candidato “tem uma oferta acima da ideologia”.

Uma das apostas, segundo Vasconcelos, é mostrar que o ex-governador de Goiás tem “o melhor da direita”, como a bandeira da responsabilidade fiscal e projetos na segurança pública.

Além disso, que Caiado também “traz na sua sacola de entregas valores da esquerda”, como a preocupação com a saúde e a vacinação durante a pandemia.

  • Força no meio do agronegócio

Caiado tem a seu favor uma trajetória histórica ligada ao agronegócio, com a implementação de políticas defendidas pelo setor enquanto esteve à frente do governo de Goiás.

Seus articuladores defendem que é preciso mostrar sua atuação bem-sucedida em um setor que é tido como um dos “principais motores do país”.

O apoio do agronegócio é tido como essencial por interlocutores de Caiado, já que ele disputa este espaço com o pré-candidato Flávio Bolsonaro. Dentro da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), o que se diz reservadamente é que “setorialmente, o apoio estará na direita”.

  • Experiência como governador

Os oito anos à frente do governo de Goiás também devem ser usados na campanha como forma de convencer o voto do eleitorado, segundo seus estrategistas.

“Ele tem experiência e capacidade de governar. Não tem como ser radical e sair [do governo] com 88% de aprovação”, diz Paulo Vasconcelos.

Vasconcelos admite ainda que “o principal” desafio de Caiado é se tornar conhecido para além de Goiás.

Ainda segundo o marqueteiro, a ideia é “forçar comparação com Flávio”, mostrando que ele, Caiado, tem experiência como gestor, mas evitando críticas ao adversário neste momento.

Romeu Zema (NOVO)

  • Anticorrupção e pautas anti-STF

O marqueteiro do ex-governador de Minas Gerais, Renato Pereira, defende que o pré-candidato utilize como mantra “acabar com a farra dos intocáveis”. Segundo ele, a ideia é propor uma “agenda forte contra corrupção e contra os privilégios”.

Ao tratar do fim dos privilégios, Zema deve defender o fim dos chamados penduricalhos e elevar críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal, exigindo transparência dos magistrados.

A estratégia está alinhada ao seu partido, que aprovou na última semana diretrizes para que candidatos do partido ao Senado se comprometam a “defender a responsabilização e o eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal em casos de crime de responsabilidade, abuso de autoridade ou quebra de decoro.”

  • Privatização e corte de ministérios

Na área econômica, Zema também pretende fazer acenos ao mercado e priorizar bandeiras liberais — por exemplo, a defesa da privatização de empresas estatais.

Segundo seus interlocutores, outra estratégia é defender o corte do número de ministérios, assim como defendeu o corte de secretarias em Minas Gerais.

“Cortar gastos do governo com o governo”, defende o marqueteiro. “O governo gasta boa parte dos seus recursos para bancar privilégios. Isso faz com que não haja disciplina fiscal.”

  • Foco nos votos do Sul e do Sudeste

Uma das estratégias de Zema para se tornar mais conhecido e “furar a bolha” de Minas Gerais é focar as viagens e articulações no Sul e Sudeste — regiões que seu marqueteiro, Renato Pereira, chama de “Agro Ampliado”.

Isso não significa, segundo seus articuladores, que ele não irá viajar para outras regiões, mas a ideia é manter o foco nos estados mais identificados com a direita, onde seu potencial de votos é maior

Fonte : GloboNews — Brasília

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