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Eduardo Bolsonaro rebate suspeitas sobre fundos de investimento e financiamento de filme

seus aliados e sediado no Texas, nos Estados Unidos. Por meio de publica&ccedil
Reprodução Jovempan

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro veio a público para negar veementemente as acusações de ter recebido recursos financeiros provenientes de um fundo de investimento supostamente ligado a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em uma declaração divulgada em suas redes sociais, o parlamentar classificou as alegações como uma “história tosca” e uma clara “tentativa de assassinato de reputação”, buscando descreditar sua imagem pública.

As suspeitas surgiram em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF), que apura a possibilidade de que verbas associadas ao banqueiro tenham sido utilizadas para cobrir despesas do ex-deputado nos Estados Unidos. Essa linha de investigação foi inicialmente reportada pelo jornal Folha de S. Paulo, adicionando uma camada de complexidade ao cenário político e financeiro.

Eduardo Bolsonaro se defende de acusações sobre recursos

A controvérsia ganhou destaque após a publicação de uma reportagem pela agência de notícias Intercept Brasil. O veículo revelou uma troca de mensagens entre o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, e Daniel Vorcaro, que indicava negociações para o financiamento do filme “Dark Horse”. Este projeto cinematográfico tem como objetivo retratar a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo e Flávio.

De acordo com a reportagem, Vorcaro teria efetuado um repasse financeiro ao Havengate Development Fund LP por intermédio da empresa Entre Investigações e Participações. O fundo em questão, sediado no Texas, Estados Unidos, é diretamente associado à produção do filme, levantando questionamentos sobre a origem e o destino dos valores envolvidos.

O elo com o Banco Master e o financiamento de projeto cinematográfico

Um dos pontos centrais da investigação e da defesa de Eduardo Bolsonaro reside na figura de Paulo Calixto. O advogado, que representa Eduardo, também atua como agente legal do Havengate Development Fund LP. Em seu posicionamento, Eduardo Bolsonaro esclareceu que o escritório de Calixto é responsável pela “gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” destinados ao projeto cinematográfico.

Ele ainda afirmou ter sido o responsável por apresentar o advogado ao deputado federal e produtor executivo do filme, Mario Frias. Essa conexão entre o fundo, o advogado e os envolvidos no projeto do filme “Dark Horse” é um dos focos da apuração, buscando entender a natureza das relações e dos fluxos financeiros.

Justificativas para investimentos nos Estados Unidos

Em sua defesa detalhada, Eduardo Bolsonaro apresentou diversos argumentos para refutar as alegações. Ele enfatizou que seu status migratório nos Estados Unidos impediria o recebimento de tais recursos, sob pena de sanções do próprio governo americano. Segundo ele, toda a origem de seus recursos foi devidamente explicada às autoridades americanas, sem qualquer problema, pois não exerceu “qualquer posição de gestão ou emprego no fundo”, apenas cedeu seus direitos de imagem para o projeto.

O ex-deputado também defendeu a expertise de Paulo Calixto, destacando seus mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado, e a atuação de seu escritório na gestão de patrimônio e fundos de investimento. Ele ressaltou que a família Bolsonaro não é proprietária do filme, que conta com mais de uma dezena de investidores, e que o escritório de Calixto apenas gerencia os aspectos burocráticos, financeiros e legais.

Contexto político e a escolha por jurisdição estrangeira

Eduardo Bolsonaro argumentou que o filme “Dark Horse” é um produto real, com a participação de “grandes estrelas”. Ele justificou a escolha pelos Estados Unidos para os investimentos e a produção, alegando que a produção americana, com atores americanos, se deu também por questões de segurança jurídica. Em suas palavras, devido a um suposto “estado de exceção” no Brasil, ninguém se arriscaria a investir em um filme sobre Jair Bolsonaro no país, temendo perseguições e associações indevidas.

Ele questionou a motivação por trás das acusações, sugerindo que, em um período em que a família era considerada “liquidada” politicamente, não haveria qualquer vantagem a ser oferecida. A defesa conclui reiterando que toda a situação não passa de uma “tentativa tosca de assassinato de reputação”, visando atrelar ilicitude a um patrocínio legítimo para um filme. Para mais informações sobre investigações financeiras no cenário político, clique aqui.

Fonte: jovempan.com.br

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