Destinação de verbas públicas para produções audiovisuais
Deputados estaduais de São Paulo destinaram um total de R$ 700 mil em emendas parlamentares para empresas e entidades vinculadas à produtora do filme Dark Horse, entre os anos de 2023 e 2026. A obra cinematográfica, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem sido alvo de escrutínio público quanto às suas fontes de financiamento. O levantamento detalhado foi realizado pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmado pela Jovem Pan.
Conexões entre o setor privado e o projeto cinematográfico
O portal Intercept Brasil revelou recentemente diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Nas conversas, o banqueiro teria se comprometido a aportar R$ 134 milhões para cobrir os custos de produção do longa-metragem. A empresa Go Up, responsável pelo filme, é gerida por Karina Gama, que detém o controle de diversas organizações culturais beneficiárias de recursos públicos.
O papel das emendas impositivas e o Instituto Conhecer Brasil
O Instituto Conhecer Brasil figura como um dos principais receptores de emendas parlamentares. Em 2023, a deputada estadual Valéria Bolsonaro destinou R$ 100 mil à entidade, sob a justificativa de aquisição de equipamentos. Já em 2025, o deputado Lucas Bove tentou repassar R$ 213 mil para um projeto esportivo, porém o montante não foi efetivado devido a pendências técnicas na documentação do proponente.
Justificativas parlamentares e projetos culturais
O deputado Luiz Fernando também destinou R$ 190 mil à mesma organização. Segundo sua assessoria, o recurso seria aplicado exclusivamente em aulas de teatro em São Bernardo do Campo, atendendo a uma demanda local. Paralelamente, o deputado Gil Diniz destinou R$ 200 mil à Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Gama, para financiar a série documental Heróis Nacionais – filhos do Brasil que não se rende, com pagamento efetuado em agosto de 2025.
Panorama nacional de repasses para produções
O financiamento de produções ligadas a esse grupo estende-se ao âmbito federal. O deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025. Outros nomes, como Marcos Pollon, Bia Kicis, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem, também direcionaram verbas para projetos da Academia Nacional de Cultura. As assessorias dos parlamentares citados permanecem com espaço aberto para manifestações adicionais sobre os repasses.
Fonte: jovempan.com.br