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Idosos enfrentam medo de quedas por calçadas precárias, revela estudo

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A qualidade da infraestrutura urbana representa um desafio significativo para a população idosa brasileira, com uma parcela considerável relatando medo de cair devido a defeitos em calçadas e vias públicas. Este receio não apenas afeta a mobilidade, mas também a autonomia e a qualidade de vida de milhões de pessoas na terceira idade, conforme apontam dados recentes de uma pesquisa abrangente sobre o envelhecimento no país.

Os resultados, divulgados por instituições de pesquisa renomadas, sublinham a urgência de políticas públicas que visem à adaptação das cidades para uma população que envelhece rapidamente, destacando que o bem-estar dos idosos vai além da ausência de doenças, englobando também a segurança e a acessibilidade do ambiente em que vivem.

Desafios urbanos e o medo de quedas entre idosos

A pesquisa revela que quatro em cada dez idosos que residem em áreas urbanas expressam receio de sofrer quedas por conta de problemas na infraestrutura. Este medo é ainda mais acentuado entre as mulheres, onde o índice atinge mais da metade, e aumenta progressivamente com a idade, chegando a quase dois terços entre aqueles com 80 anos ou mais. A percepção de insegurança, contudo, não se restringe apenas às condições das calçadas.

A violência urbana também contribui para um cenário de vulnerabilidade, com uma parcela significativa de idosos considerando sua vizinhança muito insegura. Essa percepção homogênea entre diferentes grupos demográficos afeta diretamente a saúde mental e a capacidade de circulação social, reforçando a necessidade de abordagens integradas para a segurança e o bem-estar dos mais velhos.

Saúde na terceira idade: hipertensão e mobilidade funcional

Além dos desafios ambientais, a saúde dos idosos é marcada por condições crônicas que demandam atenção contínua. A hipertensão arterial sistêmica, por exemplo, afeta mais de um terço dos idosos brasileiros, representando milhões de pessoas que necessitam de acompanhamento médico para prevenir complicações graves como infartos e acidentes vasculares cerebrais. A prevalência da doença cresce com o avanço da idade, evidenciando a importância do rastreamento regular.

A perda da capacidade funcional é outra questão central, com uma parcela considerável de idosos enfrentando dificuldades para realizar atividades básicas diárias. Essa limitação é mais comum entre as mulheres e aumenta drasticamente com a idade. O estudo também expõe a fragilidade da rede de apoio a esses indivíduos, com poucos cuidadores recebendo treinamento adequado, o que aponta para a ausência de políticas estruturadas de suporte e a necessidade urgente de serviços de cuidado de longa duração.

O papel essencial do SUS e o futuro da pesquisa

Diante desses desafios, o Sistema Único de Saúde (SUS) reafirma seu papel crucial como principal pilar de cuidado para a população idosa no Brasil. Cerca de dois terços dos idosos dependem exclusivamente do SUS, com a Estratégia Saúde da Família (ESF) alcançando milhões de pessoas. Essas estruturas são consideradas essenciais para promover um envelhecimento saudável, especialmente em um país com profundas desigualdades socioeconômicas.

Para apoiar gestores e profissionais de saúde, um novo painel de indicadores foi lançado, oferecendo acesso público a informações detalhadas sobre as múltiplas dimensões do envelhecimento. A ferramenta digital, alinhada à Década do Envelhecimento Saudável da ONU, adota um conceito ampliado de bem-estar, incorporando autonomia, segurança e ambiente como pilares da saúde. O estudo, que integra um grupo de pesquisas globais, utiliza uma metodologia harmonizada internacionalmente, garantindo a relevância e a comparabilidade de seus dados. Para mais informações sobre saúde pública no Brasil, consulte a Agência Brasil.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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