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Novos depoimentos marcam o quinto dia do julgamento do caso Henry Borel

© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O julgamento que apura a morte de Henry Borel, criança de 4 anos, entrou em seu quinto dia nesta sexta-feira, com a continuidade dos depoimentos de testemunhas. O processo, que acontece no Segundo Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, tem como réus o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto da vítima, e Monique Medeiros, mãe do menino. A sessão desta sexta-feira prossegue com as oitivas de defesa e acusação, em um dos casos de maior repercussão no país.

A expectativa é que um total de 27 testemunhas sejam ouvidas ao longo de todo o julgamento, buscando esclarecer as circunstâncias que levaram à trágica morte da criança. A fase de depoimentos é crucial para a formação do convencimento dos jurados, que acompanharão de perto cada relato apresentado no plenário.

Continuidade dos depoimentos no julgamento

A sessão desta sexta-feira foi dedicada à sequência dos depoimentos de testemunhas, tanto da defesa quanto da acusação. Este é um momento fundamental para a apresentação de diferentes perspectivas e informações que podem influenciar o desfecho do processo. A dinâmica do tribunal exige atenção constante, enquanto as partes buscam consolidar suas argumentações.

O grande número de testemunhas a serem ouvidas reflete a complexidade e a amplitude das investigações realizadas. Cada depoimento é uma peça no intrincado quebra-cabeça judicial, contribuindo para a reconstrução dos fatos e a elucidação das responsabilidades.

Relatos de violência e antecedentes do réu

O dia anterior do julgamento foi marcado por relatos contundentes de violência atribuídos ao ex-vereador Dr. Jairinho. Ex-namoradas e seus filhos, que hoje são maiores de 18 anos, testemunharam sobre agressões sofridas no passado. Esses depoimentos trouxeram à tona um padrão de comportamento que a acusação busca associar ao réu.

Em um momento de tensão, uma das ex-namoradas solicitou à juíza Elizabeth Machado Louro, que preside a sessão, a retirada de Dr. Jairinho do plenário durante sua fala, permanecendo apenas Monique Medeiros na sala. Entre os depoimentos, Kaylane de Oliveira Duarte, de 18 anos, descreveu ter sido vítima de agressões do ex-vereador, que ocorriam na ausência de sua mãe. A mãe de Kaylane, Natasha, por sua vez, afirmou desconhecer as situações e o comportamento de Jairinho.

Testemunho sobre a dinâmica familiar e o dia do crime

Ainda na quinta-feira, a manicure Paloma dos Santos Meireles, última testemunha a depor naquele dia, trouxe um elemento adicional ao caso. Ela confirmou ter presenciado uma chamada de vídeo de Henry para a mãe, Monique. Durante a ligação, Monique conversava de forma exaltada com um homem, cujo teor da conversa não foi detalhado.

Este depoimento se soma a outros indícios que buscam traçar um panorama da dinâmica familiar e dos eventos que antecederam a morte de Henry. A acusação alega que a criança foi vítima de lesões fatais causadas pelo padrasto, e que a mãe se omitiu diante das agressões.

Acusações e qualificações dos crimes

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, as lesões que resultaram na morte de Henry Borel, na madrugada de 8 de março de 2021, foram provocadas pelo ex-vereador Dr. Jairinho, então padrasto da criança. A acusação sustenta que Monique Medeiros, na condição de mãe e responsável legal, foi omissa diante das agressões, contribuindo para a consumação do crime.

Dr. Jairinho é acusado de homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique Medeiros responde por homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de coação no curso do processo. O julgamento busca determinar a responsabilidade criminal de ambos os réus diante dos graves fatos apurados. Saiba mais sobre o caso.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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