Naufrágio de lancha em Santarém alerta para riscos de embarque irregular no Rio Amazonas
Uma manobra arriscada no Rio Amazonas, em Santarém, no oeste do Pará, resultou em um naufrágio na manhã de sábado, 6 de junho. A tentativa de um passageiro de alcançar uma balsa em movimento, após ter perdido o horário oficial de partida, terminou com a submersão de uma lancha rápida nas águas do rio.
O incidente ocorreu logo após a balsa ter deixado o porto com destino à comunidade de Santana do Tapará. Ao perceber que havia perdido o transporte, o homem optou por utilizar uma lancha menor para interceptar a embarcação principal, ignorando os protocolos de segurança estabelecidos para a navegação fluvial na região.
Dinâmica do acidente e o impacto das ondas
Testemunhas que presenciaram a cena descreveram a rapidez com que a situação se deteriorou. Durante a manobra de aproximação lateral, o condutor da lancha perdeu o controle da embarcação ao ser atingido pelo forte banzeiro, como são conhecidas as ondas geradas pelo deslocamento de grandes navios e balsas.
A instabilidade causada pela força das águas foi suficiente para virar a pequena embarcação. Passageiros que observavam a manobra relataram que a lancha começou a afundar imediatamente após o contato com a ondulação, forçando uma operação de resgate emergencial no meio do rio.
Resgate e recuperação da embarcação
Apesar da gravidade do naufrágio, o desfecho foi positivo quanto à integridade física dos envolvidos. Tanto o piloto da lancha quanto o passageiro conseguiram permanecer na superfície e foram prontamente socorridos pela tripulação da própria balsa, que interrompeu o curso para realizar o resgate.
Após o susto, a lancha, que havia submergido completamente, foi recuperada. Com o auxílio de cabos de aço e o suporte logístico de outras embarcações que operam a linha entre Santarém e Santana do Tapará, o barco foi içado e retirado da água.
Investigação e normas de segurança fluvial
A Capitania Fluvial de Santarém emitiu um comunicado oficial confirmando que não houve feridos ou desaparecidos, registrando apenas danos materiais. O órgão informou que um IAFN (Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação) será instaurado para apurar as circunstâncias e responsabilidades pelo ocorrido.
Autoridades portuárias reiteram que a prática de realizar embarques ou desembarques com embarcações em movimento é proibida e extremamente perigosa. O cumprimento das normas de segurança é essencial para evitar tragédias em uma região onde o transporte fluvial é o principal meio de locomoção, conforme detalhado em orientações da Marinha do Brasil.
Fonte: avozdoxingu.com.br