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Agências reguladoras enfrentam riscos com contingenciamento de verbas federais

tância da aprovação do PLP (Projeto de Lei Complementar) 73/2025 , que busca pro
Reprodução Agenciainfra

Agências reguladoras enfrentam riscos com contingenciamento de verbas federais

O cenário de incertezas orçamentárias atingiu o setor de infraestrutura brasileiro. A ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias) manifestou publicamente sua preocupação diante do contingenciamento de aproximadamente R$ 300 milhões no orçamento das agências reguladoras federais. Segundo a entidade, a restrição financeira impõe desafios significativos em um momento de expansão das concessões no país.

Impactos na fiscalização e na segurança jurídica

A associação alerta que a redução de recursos pode comprometer diretamente a capacidade operacional dos órgãos responsáveis pela supervisão dos serviços públicos. A fiscalização eficiente e a manutenção da segurança jurídica dos contratos são pilares fundamentais para o sucesso dos projetos de longo prazo, que exigem estabilidade regulatória constante.

O setor de concessões rodoviárias, que atualmente gerencia 34,2 mil quilômetros de rodovias por meio de 96 concessionárias, acumula um histórico de mais de R$ 330 bilhões em investimentos realizados nas últimas três décadas. Para a ABCR, qualquer limitação orçamentária que afete o corpo técnico das agências pode gerar insegurança em um momento crítico, onde cerca de 3 mil quilômetros de vias encontram-se em fase recente de concessão ou em pleno processo de licitação.

Propostas legislativas para garantir autonomia

Diante do quadro atual, a entidade defende a aprovação de medidas legislativas que visem blindar o orçamento dessas instituições. O foco está no PLP 73/2025, que propõe a proteção dos recursos destinados às atividades-fim das agências, assegurando que o dinheiro chegue onde é mais necessário para a regulação do mercado.

Além disso, a associação apoia o PL 1.374/2025, que busca o fortalecimento da autonomia administrativa desses órgãos. A premissa é que, ao garantir maior independência financeira e gerencial, o Estado consegue manter uma capacidade técnica permanente de supervisão, essencial para a atração de novos investimentos privados e para a qualidade dos serviços prestados à população.

Fonte: agenciainfra.com

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