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Uefa suspende Gianluca Prestianni por homofobia em caso envolvendo Vinicius Jr.

Reprodução/Redes sociais
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Entenda a punição da Uefa aplicada a Gianluca Prestianni

O Departamento de Controle, Ética e Disciplina da Uefa oficializou, nesta sexta-feira (24), a suspensão do jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. A decisão ocorre após uma investigação detalhada sobre um incidente envolvendo o atacante brasileiro Vinicius Jr., do Real Madrid, durante uma partida válida pela Liga dos Campeões.

A entidade máxima do futebol europeu determinou que o atleta argentino está suspenso de 6 jogos oficiais, abrangendo competições de clubes e seleções. A medida inclui a suspensão provisória já cumprida pelo jogador na partida realizada em 25 de fevereiro de 2026. Além disso, a Uefa solicitou à FIFA que a sanção seja aplicada em âmbito mundial.

A origem do conflito e a denúncia de Vinicius Jr.

O caso teve início em 17 de fevereiro de 2026, durante o confronto entre Real Madrid e Benfica. Após marcar o gol da vitória da equipe espanhola, Vinicius Jr. acusou Gianluca Prestianni de proferir insultos racistas durante a comemoração. O protocolo antirracismo foi prontamente acionado pelo árbitro da partida, embora a identificação das falas tenha sido dificultada por imagens do jogador cobrindo o rosto.

O episódio gerou grande repercussão no cenário esportivo internacional. Na ocasião, o atacante brasileiro reforçou seu posicionamento contra atos discriminatórios no esporte, enquanto a investigação seguia os trâmites disciplinares da entidade europeia para apurar a veracidade das acusações feitas em campo.

Divergência entre racismo e homofobia na decisão

Durante o processo investigativo, Gianluca Prestianni foi ouvido pela Uefa. Segundo informações apuradas pela ESPN, o jogador negou ter utilizado o termo “mono” (macaco), conforme alegado inicialmente por Vinicius Jr. e outros atletas, como Kylian Mbappé. Em sua defesa, o argentino afirmou ter utilizado a palavra “maricón” (marica).

Após 66 dias de análise, a Uefa concluiu que a conduta de Prestianni foi discriminatória, porém enquadrou o ato como homofobia e não como racismo. A sentença final impõe que metade da suspensão, ou seja, 3 jogos, está sujeita a um período probatório de 2 anos, mantendo o rigor disciplinar sobre o comportamento dos atletas em campo.

Fonte: sbtnews.sbt.com.br

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