O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, uma importante unidade de conservação localizada nos municípios de Canaã dos Carajás e Parauapebas, no sudeste do Pará, será beneficiado por um significativo investimento para o desenvolvimento do turismo sustentável. Um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) foi formalizado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Ministério do Turismo (MTur) e a mineradora Vale, visando a estruturação e o fortalecimento das atividades turísticas na região. A iniciativa representa um passo crucial para ampliar o acesso público ao patrimônio natural e impulsionar a economia local de forma responsável.
A parceria estratégica prevê a alocação de recursos substanciais para aprimorar a infraestrutura e as operações de visitação no parque, garantindo que o crescimento do turismo ocorra em harmonia com a conservação ambiental. Este modelo busca não apenas atrair visitantes, mas também engajar as comunidades locais, gerando oportunidades de desenvolvimento e valorizando a rica biodiversidade da Amazônia paraense.
Colaboração estratégica impulsiona o turismo no Pará
A cerimônia de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica ocorreu na Vice-Presidência da República, em Brasília, sublinhando a relevância institucional da iniciativa. O evento contou com a presença de autoridades como o vice-presidente da República e o ministro do Turismo, além de representantes das instituições parceiras – ICMBio e Vale. Este alinhamento entre órgãos governamentais e a iniciativa privada demonstra um esforço conjunto para fomentar o ecoturismo em uma das regiões de maior riqueza natural do Brasil.
O ACT estabelece um investimento de R$ 2,8 milhões, que será integralmente direcionado à estruturação da visitação pública no Parque Nacional dos Campos Ferruginosos. A aplicação desses recursos visa aprimorar a experiência dos visitantes, ao mesmo tempo em que se garante a proteção dos ecossistemas únicos presentes na unidade de conservação.
Foco na estruturação e uso público do parque
Os recursos provenientes do acordo serão aplicados em diversas frentes, todas voltadas para o uso público da unidade de conservação. O objetivo principal é qualificar a visitação e ampliar o acesso da população ao patrimônio natural e cultural protegido. A parceria prevê a elaboração de instrumentos técnicos e planos operacionais detalhados, essenciais para a gestão eficiente do parque.
Entre as iniciativas planejadas, destacam-se:
- O planejamento abrangente da visitação, definindo rotas e capacidades.
- Projetos de sinalização e interpretação ambiental, para educar e orientar os visitantes.
- Desenvolvimento de protocolos de segurança, garantindo a integridade de todos.
- Programas de monitoramento contínuo, para avaliar o impacto das atividades turísticas.
- Ações específicas voltadas ao turismo de base comunitária, integrando os moradores locais.
Essas ações visam não apenas aprimorar a experiência do visitante, mas também fortalecer as oportunidades de geração de renda e o desenvolvimento sustentável para as comunidades que vivem no entorno do parque.
Impacto regional e geração de renda sustentável
O fomento ao turismo ecológico nas unidades de conservação da região de Carajás é considerado vital para a diversificação da matriz econômica local. A atividade já demonstra resultados promissores, com um número expressivo de visitas e a atuação de condutores credenciados pelo ICMBio, que geram renda para a população.
André Macedo, chefe do Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio Carajás, enfatizou a importância dessas parcerias: “O fomento ao Turismo ecológico no interior das unidades de conservação de Carajás é vital para a diversificação da matriz econômica regional. Do início de 2025 pra cá já tivemos cerca de 15mil visitas às UCs. Contamos com mais de 89 condutores credenciados pelo ICMBio para visitas guiadas ao interior das UCs, atividade que gerou em valor R$1.247.200,00 referente a remuneração aos condutores. Ou seja, essas parcerias vem para ajudar a solidificar uma economia de turismo ecológico que já é realidade.” A fala reforça o potencial do ecoturismo como motor de desenvolvimento e conservação.
A relevância do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos
Criado em 2017, o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos abrange uma área de mais de 79 mil hectares. Ele faz parte do mosaico de áreas protegidas de Carajás, um complexo que reúne aproximadamente 1,2 milhão de hectares de áreas conservadas. Este mosaico constitui um dos mais importantes blocos contínuos de floresta amazônica no sudeste paraense, desempenhando um papel crucial na manutenção da biodiversidade e na regulação climática.
O ICMBio, autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, é o órgão responsável pela gestão das Unidades de Conservação Federais. Sua missão é promover a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e a valorização das populações tradicionais, pilares que se alinham perfeitamente com os objetivos do novo acordo de cooperação técnica para o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos.
Fonte: correiodecarajas.com.br