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Preparação para terramotos nas Filipinas: simulacros salvam vidas após forte sismo

Filipinas: simulacros de emergência ajudaram a evitar mais mortos no terramoto, dizem autoridades
Reprodução Euronews

As Filipinas, uma nação frequentemente atingida por desastres naturais, demonstraram a eficácia de anos de preparação e exercícios de emergência após um dos sismos mais fortes das últimas cinco décadas. Autoridades do país afirmaram que a cultura de prontidão para catástrofes foi crucial para evitar um número significativamente maior de vítimas quando um terramoto de magnitude 7.8 atingiu a região.

O evento sísmico, com epicentro ao largo da província de Sarangani, resultou em 46 mortos e 38 desaparecidos, além de 688 feridos. Mais de 45.000 pessoas foram desalojadas, com cerca de metade ainda em abrigos de emergência, e mais de 12.600 casas foram danificadas em diversas cidades e áreas agrícolas.

A resposta imediata e a revisão dos números

Após o impacto inicial do terramoto, o Gabinete de Defesa Civil trabalhou diligentemente para verificar os dados, resultando numa revisão substancialmente mais baixa dos números de mortos e desaparecidos. Esta precisão na contagem é vital para a gestão da crise e para o direcionamento dos esforços de resgate e assistência.

Apesar da redução nas estimativas de vítimas, muitas das pessoas deslocadas permanecem traumatizadas pelas fortes réplicas que se seguiram ao sismo principal. O medo e a incerteza impedem o regresso a casa, sublinhando o impacto psicológico duradouro de tais eventos.

O papel fundamental dos simulacros escolares

Vídeos que circularam nas redes sociais após o sismo mostraram momentos de pânico, mas também a notável disciplina de estudantes e professores. Em diversas escolas, alunos foram vistos a gritar e a chorar, mas mantiveram-se sentados ou parados fora dos edifícios, protegendo as cabeças, enquanto os professores os instruíam a manter a calma.

Um exemplo notável ocorreu numa escola básica na localidade costeira de Malita, onde, apesar do colapso de um telheiro de chapa metálica, nenhum ferimento foi registado. A escola básica de Mahayahay emitiu um comunicado destacando que o incidente é um lembrete da importância da preparação para sismos e do valor dos exercícios regulares de resposta a catástrofes.

Lições aprendidas e desafios estruturais

Teresito Bacolcol, diretor do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, enfatizou que anos de exercícios de preparação ajudaram a população a antecipar e a reagir a eventos extremos. A ocorrência do sismo às 7h37, minutos antes do início das atividades em espaços interiores, também foi considerada um fator de sorte, minimizando a exposição de pessoas em estruturas.

Ednar Dayanghirang, diretor do Gabinete de Defesa Civil numa das regiões afetadas, explicou que a exigência de cursos de gestão de incidentes para diretores escolares e a formação de equipas de resposta entre os professores foram cruciais para evitar estampidas mortais e outras fatalidades. No entanto, Bacolcol expressou preocupação com o colapso de alguns edifícios que, segundo ele, deveriam ter resistido ao abalo se as normas de construção tivessem sido rigorosamente cumpridas, conforme o código de edificação do país.

Filipinas: uma nação resiliente ao terramoto

A localização das Filipinas no Círculo de Fogo do Pacífico, um arco de falhas sísmicas, torna o arquipélago particularmente vulnerável a sismos e erupções vulcânicas. Esta realidade geológica impulsionou o país a investir continuamente em programas de preparação para desastres, que agora se mostram eficazes na mitigação do impacto de eventos como o recente terramoto.

A resiliência demonstrada pela população e a eficácia dos programas de preparação são um testemunho do compromisso do país em proteger seus cidadãos. A contínua vigilância e a aplicação rigorosa das normas de construção serão fundamentais para fortalecer ainda mais a capacidade das Filipinas de enfrentar futuros desafios sísmicos.

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