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Resiliência empresarial em foco: L’oréal e Pwc compartilham estratégias na Vivatech 2026

Lionel Laval for Euronews at VivaTech 2026. All rights reserved
Lionel Laval for Euronews at VivaTech 2026. All rights reserved

A busca por longevidade e adaptabilidade no cenário corporativo atual transcende a mera otimização de processos, tornando-se uma necessidade competitiva. Na VivaTech 2026, um dos mais importantes eventos de tecnologia e inovação, líderes de empresas globais como L’Oréal e PwC convergiram em uma discussão sobre a vitalidade pessoal e a resiliência das organizações. O painel destacou que, assim como na vida, as empresas também enfrentam o envelhecimento, e a chave para a sustentabilidade reside na capacidade de se reinventar e inovar continuamente.

O evento, promovido pela Euronews, transformou a conversa sobre longevidade em um debate prático e pessoal. A analogia do envelhecimento, com suas “rugas” inevitáveis, serviu como ponto de partida para explorar como as organizações podem manter sua relevância e dinamismo em um mercado em constante transformação. A mensagem central foi clara: a vitalidade não é um luxo, mas um imperativo estratégico para qualquer negócio que almeje prosperar a longo prazo.

Envelhecimento corporativo: a analogia das rugas e a necessidade de inovação

Delphine Viguier, diretora de Inovação e Prospetiva da L’Oréal, trouxe uma perspectiva pessoal e bem-humorada ao debate, afirmando ter “muito mais rugas do que o meu plano de negócios”. Essa observação sublinhou a ideia de que os sinais do tempo, sejam na pele ou na estratégia empresarial, exigem uma resposta proativa. Para ela, a solução passa por uma mudança de hábitos, tanto a nível individual quanto corporativo.

No contexto empresarial, isso se traduz em um reforço contínuo da inovação, a abertura a ideias externas e a redescoberta da criatividade. Viguier enfatizou que, assim como produtos antienvelhecimento e suplementos orais ajudam a manter a vitalidade pessoal, a inovação constante é o “tratamento” para as empresas. É fundamental que as organizações busquem novas abordagens e soluções para se manterem competitivas e relevantes no mercado.

Reinvenção e dados: estratégias para a resiliência empresarial

Pauline Adam-Kalfon, diretora de Inovação e Impacto da PwC França e Magrebe, apresentou uma abordagem direta para a reinvenção corporativa: a subtração. Segundo ela, o processo de revitalização de uma empresa começa pela eliminação de tudo aquilo que não gera mais valor diferenciador. Em vez de apenas acumular novos projetos, as organizações devem focar em desinvestir no que se tornou obsoleto, liberando recursos e energia para o que realmente importa.

Ambas as especialistas concordaram que os dados são um antídoto poderoso contra a reatividade excessiva às modas passageiras. Na L’Oréal, a vasta quantidade de dados da empresa, agora aprimorada pela inteligência artificial (IA), permite identificar padrões de sucesso e fracasso, evitando a repetição de erros. A regra de ouro de Viguier para o mercado da beleza é buscar ganhos rápidos ligados a tendências, mas sem perder de vista as linhas de produto de longo prazo que sustentam a empresa.

Adam-Kalfon complementou com dados de um estudo da PwC sobre o uso da IA, revelando que apenas 20% das empresas inquiridas capturam 74% do valor gerado por essa tecnologia. As empresas de ponta registram aumentos de produtividade ou receitas mais de sete vezes superiores às demais. Para reduzir essa lacuna, ela recomendou um “manual de boas práticas”: usar a IA para impulsionar o crescimento, não apenas a eficiência, e escalar rapidamente as experiências bem-sucedidas. Para mais insights sobre o impacto da IA nos negócios, consulte estudos recentes da PwC.

Diversidade de ideias: um pilar para a vitalidade e detecção de falhas

Outra recomendação unânime das especialistas foi a importância de trabalhar e interagir com pessoas de diferentes origens e percursos, fora do círculo habitual, tanto na vida pessoal quanto nos negócios. Para Delphine Viguier, essa diversidade é a base de uma boa estratégia de prevenção. Ela comparou a situação à biologia, onde “quando há origens mistas, há mais vitalidade”, sugerindo que a mistura de perspectivas enriquece o ambiente corporativo e estimula a inovação.

Quando os problemas surgem, Pauline Adam-Kalfon alertou que raramente são apenas “cosméticos”. Eles geralmente se manifestam em três frentes críticas: a perda de relevância da oferta para os clientes, a erosão das margens no modelo operacional e o abrandamento na tomada de decisões, que torna a empresa excessivamente lenta para reagir. Reconhecer esses sinais precocemente é crucial para uma intervenção eficaz e para a manutenção da resiliência empresarial.

Ferramentas tecnológicas e a busca contínua por longevidade

A sessão na VivaTech não se limitou à teoria, apresentando exemplos práticos de como a tecnologia pode apoiar a longevidade. A L’Oréal demonstrou sua máscara facial de LED, projetada para rejuvenescer a pele em nível celular, ilustrando a aplicação da inovação em produtos de bem-estar. A PwC, por sua vez, exibiu sua aplicação de fitness com IA, que oferece um diagnóstico imediato para empresas que desejam avaliar sua posição em relação às tendências tecnológicas mais recentes.

A conclusão compartilhada pelas líderes foi que não existem “cremes milagrosos” ou atalhos de IA para a longevidade, seja pessoal ou profissional. A chave reside na atenção constante aos próprios dados, hábitos e níveis de energia. É essa vigilância contínua e a disposição para se adaptar e inovar que permitem prolongar a vida útil e a relevância de indivíduos e organizações em um mundo em constante evolução.

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