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ANP sinaliza retorno de blocos da Foz do Amazonas para leilões de petróleo em 2027

mais que o governo queira fazê-lo para aumentar a atratividade e arrecadação do
Reprodução Agenciainfra

ANP sinaliza retorno de blocos da Foz do Amazonas para leilões

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu um passo estratégico para a expansão da exploração petrolífera no país. Em decisão colegiada tomada na sexta-feira (26), a agência indicou 36 blocos localizados na Bacia da Foz do Amazonas para compor futuros certames, com previsão de oferta nos leilões de 2027.

A medida integra um pacote mais amplo de 86 áreas, que também contempla ativos nas bacias do Pará-Maranhão e de Barreirinhas. Embora o governo busque ampliar a atratividade e a arrecadação do setor, a ANP confirmou que esses ativos não estarão presentes no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, agendado para 7 de outubro de 2026, devido à necessidade de cumprir prazos burocráticos rigorosos.

Trâmite burocrático e o papel do Ministério de Minas e Energia

A indicação dos blocos pela ANP é apenas o início de um fluxo administrativo complexo. Após a definição técnica, a lista é encaminhada ao Ministério de Minas e Energia (MME), responsável por conduzir as tratativas interministeriais.

O processo exige a assinatura de manifestações conjuntas com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), etapa fundamental para garantir a viabilidade ambiental dos ativos. Somente após esse crivo, que inclui audiências públicas e novas avaliações, os blocos podem ser efetivamente disponibilizados ao mercado.

Composição da oferta e potencial geológico

A nova lista em análise pela agência reguladora mescla áreas inéditas com setores que já foram objeto de interesse em certames anteriores. No leilão de junho de 2025, por exemplo, a Foz do Amazonas teve 19 blocos arrematados por consórcios liderados por empresas como Chevron, CNPC, Petrobras e ExxonMobil.

A ANP também aprovou a readequação do Setor SFZA-AP4, permitindo a inclusão de dois blocos que ultrapassavam os limites geográficos anteriores. Segundo especialistas, a análise atual foca exclusivamente no potencial geológico, deixando a avaliação de sensibilidade ambiental para uma etapa posterior do licenciamento.

Diretrizes governamentais e o cenário político

O desenvolvimento da atividade petroleira em áreas ambientalmente sensíveis, como a Foz do Amazonas, ainda gera debates internos no governo. No entanto, existe uma diretriz clara, liderada pelo MME e pela Casa Civil, para manter o cronograma de exploração.

Fontes indicam que o diálogo entre o MME e o MMA para a renovação das manifestações ambientais tem ocorrido de forma fluida. Para acompanhar o desenrolar das políticas energéticas do setor, acesse o portal da Agência iNFRA, que monitora os desdobramentos da infraestrutura no Brasil.

Fonte: agenciainfra.com

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