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Ausências de Flávio Bolsonaro marcam 43% das votações nominais no Senado

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou uma taxa de 43% de ausências nas deliberações nominais do Senado Federal neste ano, conforme um levantamento detalhado dos registros da Casa. Esse índice o posiciona em um empate quíntuplo na quinta colocação entre os parlamentares que mais deixaram de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho. A significativa quantidade de ausências do senador ocorre em um período de intensa agenda, marcada por compromissos relacionados à sua pré-candidatura à Presidência da República.

A análise, que exclui justificativas como licenças médicas ou missões oficiais, revela que a média de ausência de registro de voto entre os 81 senadores é de 20%. As votações nominais, onde o registro individual do voto é mandatório, ocorreram em 14 sessões do Senado entre 24 de fevereiro e 16 de junho, abrangendo propostas de grande relevância para o país.

Elevado Índice de Ausências em Votações Cruciais

O levantamento da Folha aponta que Flávio Bolsonaro não participou de quase metade das votações nominais realizadas no Senado Federal. Essas deliberações são cruciais, pois exigem que cada senador manifeste sua posição, diferentemente das votações simbólicas, que não permitem a verificação individual da presença ou do voto. A metodologia da pesquisa considerou tanto as ocasiões em que o senador estava presente, mas não votou, quanto as sessões em que não compareceu.

Entre as propostas importantes que contaram com a ausência do senador, destacam-se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa instituir a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e o projeto de lei complementar que ajustou o Orçamento à nova licença-paternidade. Além disso, Flávio Bolsonaro registrou presença, mas não votou, no projeto que autoriza o governo a utilizar verbas do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para a formação e capacitação de servidores do sistema penitenciário e policiais penais.

O parlamentar também esteve ausente em sessões significativas para a governança do país, como a votação de indicações de diversas autoridades, incluindo embaixadores e o novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo. Outra deliberação importante que não contou com seu voto foi a aprovação da lei que concede isenção de Imposto de Renda e outros tributos federais a entidades filantrópicas, evidenciando a abrangência das matérias impactadas por suas ausências.

Prioridades da Pré-Campanha Presidencial

A alta taxa de ausências de Flávio Bolsonaro no Senado está diretamente ligada à sua intensa agenda como pré-candidato à Presidência. Desde dezembro, quando foi indicado para a disputa por seu pai, o senador do PL-RJ tem priorizado compromissos de pré-campanha. Essa dedicação tem resultado em uma série de viagens e eventos que o afastam das atividades legislativas em Brasília.

Sua agenda incluiu viagens internacionais, como visitas aos Estados Unidos, e planos para um encontro com o presidente Javier Milei na Argentina, conforme divulgado. No cenário nacional, o senador tem percorrido o Brasil, participando de atos com apoiadores e aliados, além de reuniões estratégicas para a definição de palanques regionais. A assessoria de imprensa do senador foi procurada para comentar as ausências, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

O Panorama Geral das Ausências no Senado

O cenário de ausências não é exclusivo de Flávio Bolsonaro, embora seu índice seja notavelmente superior à média. O levantamento revela que outros parlamentares também apresentam elevados números de faltas em votações nominais. O senador Romário (PL-RJ), por exemplo, foi apontado como o parlamentar com o maior número de ausências em votações nominais em 2026, tendo deixado de registrar sua posição em 20 das 38 votações em que estava como titular do mandato. Atualmente, Romário está na América do Norte para comentar a Copa do Mundo, um evento que se estende até 19 de julho, com votações do Senado previstas para ocorrerem de forma semipresencial.

Em seguida, o senador Wilder Moraes (PL-GO), pré-candidato ao Governo de Goiás, registrou ausência em 24 deliberações nominais, o equivalente a 49% do total. Um empate na terceira posição é observado entre Angelo Coronel (Republicanos-BA) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), ambos com 47% de não participação nas votações nominais.

Flávio Bolsonaro, com seus 43% de ausências, está empatado na quinta colocação com Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT). Fechando o ranking dos dez mais ausentes em votações nominais, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) faltou a 20 das 49 votações deste ano, representando 41% de não participação.

A recorrência de altas taxas de ausência em votações nominais por parte de diversos senadores levanta questões sobre a priorização das atividades legislativas em comparação com outros compromissos, como campanhas eleitorais ou eventos externos. A transparência nos registros de votação permite à sociedade acompanhar a atuação de seus representantes e avaliar o engajamento dos parlamentares nas decisões que impactam diretamente o cotidiano do país. Para mais informações sobre a atuação do Senado, consulte o site oficial da instituição. Senado Federal

Fonte: blogdomagno.com.br

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