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ANP altera cálculo do preço de referência do diesel para corrigir distorções de mercado

unanimidade nesta quinta-feira (30) alterações na metodologia para definição dos
Reprodução Agenciainfra

A diretoria colegiada da ANP aprovou por unanimidade, em reunião realizada nesta quinta-feira (30), alterações significativas na metodologia utilizada para a definição dos preços de referência do óleo diesel. Essa medida é fundamental para o setor energético nacional, pois esses valores servem como base para determinar os montantes de subvenção econômica aplicados ao combustível. A atualização ocorre após um período de consulta pública, consolidando ajustes técnicos necessários para refletir a realidade do mercado brasileiro.

O principal objetivo da mudança é garantir a transparência e a equidade competitiva entre os agentes que atuam na importação e distribuição de combustíveis. A metodologia anterior já estava em vigor, mas apresentava lacunas que permitiam interpretações variadas sobre a composição dos custos, especialmente em relação aos produtos de origem internacional. Com a nova decisão, a agência busca estabilizar as referências de preços e assegurar que as subvenções cheguem de forma justa aos agentes econômicos.

Ajustes técnicos e a influência do diesel russo no mercado

Um dos pontos centrais da revisão aprovada pela ANP diz respeito ao tratamento dado ao diesel importado da Rússia. A reguladora identificou uma distorção causada pela dupla contagem desse combustível, que chega ao mercado brasileiro com valores significativamente inferiores à média global. Essa inconsistência no cálculo era monitorada pelo Ministério de Minas e Energia e impactava diretamente os preços de comercialização praticados no país.

A distorção identificada puxava o valor de referência para baixo em aproximadamente R$ 0,40 por litro. Com o novo recálculo estabelecido pela agência, essa falha técnica será corrigida, resultando em um aumento estimado de R$ 0,20 por litro no preço de referência. Esse ajuste terá reflexos imediatos nos valores de subvenção pagos aos agentes e, consequentemente, no preço final de comercialização, embora a agência tenha definido que os novos valores não retroagirão ao primeiro período de apuração.

Impactos operacionais para Petrobras e grandes distribuidoras

A mudança na metodologia atende a uma demanda de importantes agentes do setor, incluindo a Petrobras. Por possuir ações listadas na bolsa de valores de Nova York, a estatal brasileira está sujeita a regras internacionais rigorosas e não pode adquirir diesel de origem russa, que sofre embargos desde o início do conflito na Ucrânia. Essa restrição criava uma desvantagem competitiva para a empresa em relação a importadores que acessavam o produto mais barato.

Além da estatal, outras grandes distribuidoras que operam no Brasil também enfrentavam dificuldades logísticas e regulatórias para acessar o combustível russo. A correção da metodologia pela ANP busca equilibrar essas forças de mercado, garantindo que o preço de referência não seja artificialmente reduzido por um produto que não está disponível para todos os competidores. A medida visa preservar a saúde financeira das empresas e a continuidade do abastecimento nacional.

Definição de parâmetros para o preço do gás de cozinha

A reunião da diretoria da ANP também trouxe definições importantes para o mercado de GLP, popularmente conhecido como gás de cozinha. Foi aprovado o cálculo para o preço de referência do produto, que entra em vigor de forma imediata. Assim como no caso do diesel, essa definição é crucial para a previsibilidade de preços em um item essencial para o consumo das famílias brasileiras.

Os novos valores para o GLP serão estabelecidos com base na média ponderada dos preços praticados em dois pontos estratégicos do litoral brasileiro: os portos de Suape e Santos. A metodologia atribui um peso maior aos valores registrados no porto pernambucano. Embora já esteja em vigência, o cálculo ainda passará por uma consulta pública de cinco dias, permitindo que o setor contribua com sugestões antes da consolidação definitiva das regras.

Para mais detalhes sobre as resoluções e o acompanhamento do mercado de combustíveis, acesse o portal oficial da ANP.

Fonte: agenciainfra.com

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