PUBLICIDADE

Anulado julgamento de policiais militares acusados pela morte de delator em Guarulhos

© Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

O julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento na execução de Vinicius Gritzbach, delator da facção criminosa PCC, foi interrompido e anulado nesta segunda-feira (22). O caso, que tramita no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, sofreu uma reviravolta após um desentendimento entre a defesa dos réus e o promotor responsável pela acusação.

Dissolução do conselho de sentença e impasse jurídico

Após cerca de nove horas de sessão, o Tribunal de Justiça determinou a anulação do júri popular. A decisão ocorreu depois que parte dos advogados de defesa abandonou o plenário, impossibilitando a continuidade dos trabalhos do conselho de sentença, composto por sete jurados. Até o momento, não foi definida uma nova data para a retomada do julgamento.

Contexto do crime e depoimentos das vítimas

Os réus Fernando Genauro da Silva, Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues, atualmente detidos no Presídio Militar Romão Gomes, respondem pela morte de Vinicius Gritzbach, ocorrida em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O ataque também vitimou o motorista de aplicativo Celso Sampaio de Novais, que passava pelo local, além de deixar outras duas pessoas feridas.

Durante o primeiro dia de audiência, sete das 21 testemunhas foram ouvidas. Entre elas, as sobreviventes do atentado relataram que não possuíam qualquer ligação com as vítimas ou com os acusados, descrevendo o momento como uma ação repentina e violenta. A viúva do motorista também prestou depoimento perante o tribunal.

Acusações e a delação de Vinicius Gritzbach

Vinicius Gritzbach era figura central em investigações sobre lavagem de dinheiro e homicídios ligados ao PCC. O empresário havia firmado um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, comprometendo-se a revelar nomes de agentes públicos envolvidos com a organização criminosa. Segundo a denúncia, Denis Martins e Ruan Rodrigues teriam operado os fuzis utilizados no crime, enquanto Fernando Genauro teria atuado no transporte e na logística de fuga.

Argumentos da defesa e desdobramentos da investigação

Antes da interrupção, a defesa dos policiais sustentou a tese de inocência, alegando que os acusados seriam alvos de uma manipulação por parte da Polícia Civil. Os advogados afirmaram possuir elementos probatórios para demonstrar que os réus não estavam presentes em Guarulhos no momento do atentado.

O inquérito, concluído pela Polícia Civil em março do ano anterior, indiciou oito pessoas ao todo. Além dos três policiais militares, as autoridades apontam Emílio Carlos Gangorra Castilho e Diego dos Santos Amaral como mandantes, ambos permanecendo foragidos. Kauê do Amaral Coelho, identificado como informante, deverá ser julgado em um processo separado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE