A segunda fase da operação Escudo Feminino II, deflagrada pelo governo do Pará, resultou na prisão de 41 agressores em flagrante durante dois dias de atividades intensivas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), mobilizou um contingente de 900 agentes de segurança pública para coibir a violência doméstica e familiar em 85 municípios paraenses.
Estratégia de segurança e combate à violência
A ação, lançada pela governadora Hana Ghassan, focou na fiscalização rigorosa de medidas protetivas e no cumprimento de mandados judiciais. Durante o período da operação, as autoridades realizaram mais de mil atendimentos especializados, demonstrando o compromisso do Estado em interromper ciclos de abuso antes que escalem para situações de maior gravidade.
O balanço oficial, divulgado na terça-feira (19), também registrou 138 ocorrências atendidas pelo Centro Integrado de Operações (Ciop) e a apreensão de três armas de fogo. A presença policial ostensiva foi reforçada em todas as 16 Regiões Integradas de Segurança Pública, garantindo uma resposta rápida às denúncias recebidas pela população.
Integração e alcance territorial da operação
A logística da operação abrangeu desde áreas urbanas densas até regiões de difícil acesso. Para atender populações ribeirinhas, o governo utilizou as chamadas lanchas rosas, que garantem que o suporte especializado chegue a comunidades isoladas em municípios como Belém e Breves.
O coronel Ed-Lin Anselmo, titular da Segup, ressaltou que a integração entre as forças de segurança é o pilar central para a eficácia das ações. Segundo o secretário, o trabalho conjunto permite não apenas o policiamento, mas também o fortalecimento das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) em todo o território estadual.
Tecnologia como ferramenta de proteção
Um dos diferenciais desta edição da operação foi o uso intensivo da plataforma SOS Mulher – Proteção Sem Palavras. Lançada em abril, a ferramenta permite que vítimas cadastradas no site oficial da Segup acionem o 190 sem a necessidade de comunicação verbal, facilitando o socorro em situações de risco iminente.
O sistema possibilita o monitoramento em tempo real da localização da vítima, garantindo que as equipes de segurança sejam direcionadas com precisão ao local da ocorrência. Essa tecnologia complementa o atendimento telefônico tradicional, oferecendo uma alternativa ágil e segura para mulheres que possuem medidas protetivas vigentes.
Fonte: carajasojornal.com.br