A nova configuração da disputa eleitoral nas pesquisas
A corrida presidencial brasileira registrou uma mudança significativa na primeira semana de setembro. O candidato Augusto Cury, do Avante, consolidou-se na terceira colocação das intenções de voto, posicionando-se logo atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados provêm de cinco dos principais levantamentos nacionais realizados no período, que apontam o crescimento do candidato em um cenário anteriormente disputado por outros nomes.
A relevância desse movimento é reforçada pela convergência de institutos como BTG/Nexus, AtlasIntel, Real Time Big Data, Quaest e Datafolha. Em três desses levantamentos, o desempenho de Cury atingiu a marca de dois dígitos, com percentuais que oscilam entre 7,8% e 11%. A consistência dos números entre diferentes metodologias sinaliza uma alteração real na dinâmica da disputa pela terceira via.
Consolidação e crescimento nas séries históricas
Mais do que resultados pontuais, a trajetória de Augusto Cury demonstra uma tendência de alta nas séries comparáveis. No levantamento BTG/Nexus, o candidato saltou de 2% para 11% em apenas uma semana. O Datafolha registrou um avanço de 2% para 8% desde o dia 21 de agosto, enquanto o AtlasIntel indicou um crescimento de 3% em julho para os atuais 7,8%.
Embora a magnitude das oscilações varie conforme o instituto, a direção do movimento é unânime. Esse avanço permitiu que Cury superasse outros nomes que ocupavam a faixa intermediária da corrida eleitoral, como Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, estabelecendo um novo patamar para sua candidatura.
Distância em relação aos líderes e o fator rejeição
Apesar do crescimento, os dados revelam que ainda existe um hiato expressivo entre Cury e os dois principais candidatos. Na pesquisa BTG/Nexus, por exemplo, o candidato do Avante registra 11%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33% e Lula lidera com 39%. Cenário semelhante é observado na Quaest, onde Cury aparece com 10%, contra 29% do senador e 37% do presidente.
Um diferencial importante observado nos levantamentos é o índice de rejeição. No AtlasIntel, a rejeição a Cury é de 18,5%, significativamente menor do que os 52% de Lula e os 52,7% de Flávio Bolsonaro. Dados da Real Time Big Data corroboram essa tendência, mostrando 28% de rejeição para o candidato do Avante, frente a 50% atribuídos aos dois líderes. Embora não garanta crescimento imediato, esse indicador sugere um perfil de candidatura com maior potencial de absorção de eleitores em estágios futuros da campanha, conforme aponta a análise detalhada dos institutos.
Fonte: veja.abril.com.br