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Bactéria é investigada como causa de mortandade de baleias na Patagónia

Bactéria é investigada como causa de mortandade de baleias na Patagónia
ARQUIVO: Um petroleiro aproxima-se de Matanzas, Cuba, terça-feira, 31 de março de 2026. (Foto AP/Ramón Espinosa)

Um cenário preocupante atinge a costa da Patagónia argentina, onde dezenas de crias de baleia-franca-austral foram encontradas mortas nas praias da província de Chubut. O aumento atípico na taxa de mortalidade, registrado desde junho, mobilizou cientistas e autoridades locais em uma investigação rigorosa para determinar as causas biológicas deste fenômeno no Atlântico Sul.

Investigação sobre infecção bacteriana

Especialistas do Laboratório de Mamíferos Marinhos do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) concentram seus esforços na análise de uma possível infecção bacteriana. A principal suspeita recai sobre a erisipela, uma doença infecciosa causada por microrganismos que, embora habitualmente presentes na pele desses mamíferos, podem se tornar letais sob condições específicas.

Mariano Coscarella, investigador do Conicet, destacou que a taxa de mortalidade observada nesta temporada é significativamente elevada. As autoridades provinciais de Chubut confirmaram que as análises preliminares apontam para uma bactéria marinha comum, embora o inquérito permaneça em aberto para descartar outros fatores, incluindo possíveis influências da atividade humana.

Impacto na população de cetáceos

A região de Puerto Madryn e a península Valdés funcionam como um dos principais refúgios de reprodução da espécie. Em 2025, a área registrou um recorde de 2.110 baleias, sendo 800 exemplares jovens. Já no ciclo atual, a contagem oficial aponta para 1.375 animais, com aproximadamente 400 crias monitoradas.

Apesar da gravidade do episódio, os pesquisadores mantêm uma perspectiva cautelosa quanto ao futuro da espécie. Devido à alta longevidade das baleias-franca-austral, que podem viver cerca de 60 anos, os cientistas avaliam que o surto atual não representa, por ora, um risco crítico de extinção ou colapso populacional a médio prazo.

Contexto ambiental e monitoramento

O governo provincial de Chubut mantém colaboração estreita com a comunidade científica para monitorar as águas e entender as dinâmicas ambientais que podem ter facilitado a propagação da bactéria. O acompanhamento contínuo é considerado vital para proteger o ecossistema local, que recebe anualmente um grande número de cetáceos para reprodução e cuidado com os filhotes.

Para mais detalhes sobre o monitoramento da vida marinha na região, acompanhe as atualizações oficiais através da Euronews.

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