O projeto Círio Iluminado 2026 iniciou oficialmente suas atividades na capital paraense nesta segunda-feira (17), estabelecendo um novo marco para a profissionalização do setor cultural na região. Com foco em empreendedorismo e geração de renda, a iniciativa oferece um ciclo abrangente de oficinas e formações técnicas voltadas ao fortalecimento da produção de eventos na Amazônia.
A estrutura do programa conta com o patrocínio da Equatorial Pará e suporte institucional do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, além da Fundação Cultural do Pará, via Lei Semear. A diversidade de cursos atende desde a gestão profissional de grandes eventos até atividades de arte inclusiva, visando o desenvolvimento socioeconômico local.
Capacitação técnica para o mercado cultural
Um dos pilares centrais desta edição é o curso de produtor cultural, que registrou a marca de mais de 300 inscritos. Segundo o diretor do projeto e curador da formação, Olívio Rafael, a metodologia foi desenhada para suprir a demanda por profissionais qualificados, fornecendo ferramentas práticas para a execução de eventos de sucesso no estado.
A produtora cultural Clara Zallut, que integra o corpo docente, destaca que o treinamento abrange o ciclo completo de produção. O conteúdo inclui logística, operacional de palco, segurança e gestão de riscos, com atenção especial às contingências climáticas, um fator determinante para a viabilidade de grandes projetos na região amazônica.
Inclusão social e expressão artística na Apae
Para além da formação técnica, o Círio Iluminado 2026 promove a inclusão social por meio da arte. Na Apae-Belém, foi iniciado um curso de pintura inclusiva voltado especificamente para pessoas com deficiência intelectual e múltipla, utilizando a expressão artística como ferramenta de devoção e bem-estar.
A professora de artes Silvana Saldanha, que acompanha as oficinas pelo terceiro ano consecutivo, ressalta que o impacto vai além do aprendizado técnico. O processo de criação e a posterior exposição das obras atuam diretamente na restauração da autoestima dos participantes, promovendo um sentimento de pertencimento e orgulho pessoal dentro da comunidade.
Impacto socioeconômico e desenvolvimento regional
O investimento na formação de agentes culturais é visto como um motor de transformação social. Michelle Miranda, analista de responsabilidade social da Equatorial Pará, enfatiza que a capacitação de novos produtores é essencial para converter talentos locais em projetos sustentáveis, gerando emprego e renda para a população paraense.
Participantes como a artista visual Amanda Lopes e a designer Susan Ataíde reforçam que a união entre a vivência prática e a teoria acadêmica é o caminho para o crescimento profissional. O projeto, que também inclui oficinas de artesanato no bairro do Guamá, reafirma o compromisso de democratizar o acesso ao conhecimento e fortalecer a cadeia produtiva da cultura regional, conforme detalhado em A Província do Pará.
Fonte: aprovinciadopara.com.br