PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Deborah Secco critica fala de Raquel Lyra sobre laqueadura sem consentimento

Deborah Secco critica fala de Raquel Lyra sobre laqueadura sem consentimento
Reprodução / blogdomagno.com.br

A atriz Deborah Secco manifestou publicamente sua indignação nesta segunda-feira (21) em relação a um vídeo que circula nas redes sociais, no qual a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), sugere a realização de uma laqueadura em uma paciente sem o consentimento da mulher. A declaração da governadora, feita em maio de 2025 durante a inauguração de uma unidade de saúde em Garanhuns, gerou forte repercussão nacional e críticas sobre a autonomia feminina.

Repercussão e indignação sobre a autonomia feminina

Em seu posicionamento, Deborah Secco enfatizou a importância da liberdade de escolha das mulheres sobre seus próprios corpos. A atriz questionou a gravidade da sugestão feita pela governadora, destacando que a decisão de ser mãe ou realizar procedimentos de esterilização cabe exclusivamente à mulher. O vídeo, que ganhou visibilidade após ser compartilhado pelo portal Metrópoles, traz a governadora sugerindo o procedimento sem que a paciente tivesse ciência.

A artista relembrou que, atualmente, a legislação brasileira avançou ao dispensar a necessidade de autorização de cônjuges para a realização de laqueaduras. Para Deborah Secco, o respeito à informação e à vontade da paciente são pilares inegociáveis no exercício da liberdade individual e no planejamento familiar.

Aspectos legais da laqueadura no Brasil

A prática de realizar uma laqueadura sem o devido consentimento da paciente é considerada um crime grave no Brasil. Segundo Luciana Pimentel, vice-presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), a conduta pode resultar em penas de até oito anos de prisão, além de multas severas.

A Lei do Planejamento Familiar (Lei 9.263/1996) estabelece critérios rígidos para a esterilização voluntária. O procedimento exige a manifestação escrita da vontade da mulher após um período de aconselhamento sobre riscos, efeitos e métodos reversíveis, respeitando um prazo mínimo de 60 dias entre a decisão e a cirurgia.

Debates eleitorais e o posicionamento dos candidatos

O tema dominou o debate promovido pela TV Guararapes, onde a governadora Raquel Lyra voltou a pedir desculpas pela declaração. Em resposta a questionamentos do candidato Ivan Moraes (PSOL) sobre violência obstétrica, a governadora afirmou que não se reconhece na fala proferida no vídeo e classificou o episódio como uma manifestação infeliz.

Por outro lado, o candidato João Campos (PSB) aproveitou o cenário para reforçar seu discurso de respeito às mulheres. Sem citar diretamente o nome da governadora, ele enfatizou que o corpo feminino deve ser respeitado e que não há espaço para condutas que ignorem a vontade da paciente. O episódio segue como um dos pontos centrais na reta final da disputa eleitoral em Pernambuco, contrastando as propostas de governo com a gestão atual.

Fonte: blogdomagno.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.