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Energia solar plug-in em ascensão na Europa: vale a pena frente aos painéis de telhado?

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Reprodução Euronews

A busca por independência energética e a mitigação dos custos crescentes dos combustíveis fósseis impulsionaram a energia solar como uma “estrela em destaque” na transição energética europeia. Em um cenário geopolítico marcado por conflitos como a guerra no Irão e o confronto entre os Estados Unidos e Israel no Médio Oriente, que impactaram os preços do petróleo e do gás, os consumidores europeus têm demonstrado um interesse crescente em soluções de energia renovável para seus lares.

Empresas do setor, como a Enpal BV na Alemanha e a EON no Reino Unido, registraram aumentos significativos na procura por painéis solares tradicionais. Contudo, uma nova modalidade, a energia solar plug-in, também ganha terreno, levantando questionamentos sobre sua viabilidade e eficácia em comparação com os sistemas fotovoltaicos instalados em telhados.

A expansão da energia solar plug-in no continente europeu

A energia solar plug-in, caracterizada por sistemas de fácil instalação que podem ser conectados diretamente à rede elétrica doméstica, tem visto um aumento notável nas vendas em toda a Europa. Embora os números exatos sejam de difícil obtenção, a SolarPower Europe, associação do setor, confirma a tendência. A Alemanha lidera essa adoção, com mais de um milhão de sistemas instalados entre 2022 e 2025, impulsionada por incentivos estatais, como tarifas de injeção na rede e a eliminação do IVA, além da queda nos preços da tecnologia.

Outros países europeus, que inicialmente demonstravam lentidão, começam a seguir o exemplo. Em abril passado, a Bélgica legalizou os painéis auto-instalados, permitindo que proprietários adquiram e instalem sistemas fotovoltaicos plug-in sem a necessidade de um instalador qualificado. A Espanha também registrou um salto nas vendas, com a empresa Tornasol Energy instalando kits solares em mais de 1.300 residências no ano passado. O Reino Unido é o mais recente a levantar restrições, anunciando a disponibilidade de painéis de baixo custo em cadeias de desconto. Atualmente, apenas Suécia e Hungria, dos 27 Estados-membros da UE, ainda proíbem dispositivos solares plug-in auto-instalados.

Painéis de telhado: investimento e retorno para a independência energética

A instalação de painéis solares em telhados representa um investimento inicial mais substancial, variando entre 7.000 e 30.000 euros na Europa, dependendo do tamanho do sistema e da inclusão de uma bateria. No entanto, diversos países oferecem subsídios e apoios para mitigar essas despesas. O retorno sobre o investimento é influenciado por fatores como a orientação e localização dos painéis, a incidência de luz solar e os padrões de consumo de eletricidade da residência.

De acordo com o Energy Savings Trust do Reino Unido, uma casa em Londres com painéis no telhado pode economizar cerca de 750 euros por ano se os moradores estiverem em casa durante todo o dia. Essa economia diminui para 611 euros se estiverem ausentes até as 18h na maioria dos dias. Isso sugere que os painéis de telhado são particularmente vantajosos para quem consome eletricidade predominantemente durante o dia, como aposentados ou pessoas que trabalham em casa.

Kian Milroy, engenheiro eletrotécnico de renováveis na Heatable, destaca que “Um sistema típico de telhado pode reduzir de forma significativa as faturas, sobretudo em casas com consumos elevados durante o dia, por exemplo devido ao carregamento de veículos elétricos ou a bombas de calor.” Ele acrescenta que, embora o investimento inicial seja mais alto e o período de retorno mais longo, “no conjunto oferece um melhor valor.”

Energia solar plug-in: vantagens, limitações e o perfil do utilizador

Em contraste, a energia solar plug-in, que chega ao mercado britânico a partir de 461 euros, é descrita por Milroy como um “produto complementar”. É mais adequada para inquilinos, apartamentos ou para aqueles que não têm a possibilidade de instalar painéis fotovoltaicos no telhado. Sua principal vantagem reside na facilidade de instalação e no custo mais acessível.

No entanto, Milroy ressalta as limitações: “É muito mais fácil de instalar, mas não gera energia suficiente para alterar as faturas de forma significativa.” Além disso, em muitos locais, como o Reino Unido, as tomadas domésticas não são projetadas para receber energia em sentido inverso, o que impede que casas com sistemas solares plug-in vendam o excedente de eletricidade para a rede, ao contrário do que ocorre com os painéis de telhado. A energia solar plug-in não foi concebida para produzir grandes quantidades de eletricidade, mas sim para complementar o consumo.

Comparativo: qual sistema solar se adapta melhor às suas necessidades?

A escolha entre a energia solar plug-in e os painéis de telhado depende fundamentalmente das necessidades, do perfil de consumo e das condições de moradia do utilizador. Enquanto os painéis de telhado oferecem uma solução mais robusta e de maior capacidade de geração, ideal para quem busca uma redução significativa nas faturas e tem alto consumo diurno, os sistemas plug-in representam uma porta de entrada acessível para a energia solar. Eles são perfeitos para quem tem limitações de espaço ou orçamento, ou para quem busca uma contribuição menor, mas ainda assim relevante, para a sua independência energética.

A evolução legislativa em diversos países europeus demonstra um reconhecimento crescente da importância de ambas as tecnologias para a transição energética. A democratização do acesso à energia solar, seja por meio de grandes instalações ou de pequenos dispositivos plug-in, é um passo crucial para um futuro mais sustentável e resiliente energeticamente. Para mais informações sobre energias renováveis, visite a Agência Internacional de Energias Renováveis.

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