Estudantes da 2ª série do Ensino Médio do Sistema de Organização Modular de Ensino (Some), da comunidade da Vicinal 20, em Brasil Novo, produziram o minidocumentário “O Alfabeto da Floresta”. O projeto resgata a história e valoriza os saberes populares de José Ventura, morador pioneiro da região no sudoeste paraense.
Sob a orientação do professor Elton de Oliveira Morais, os jovens utilizaram recursos tecnológicos para registrar a trajetória do artista e preservar parte da memória local. A iniciativa destaca a ocupação da região da Transamazônica e a riqueza cultural das comunidades rurais amazônicas.
Trajetória e inspiração no pioneirismo regional
Migrante maranhense que chegou à região em 1975, José Ventura construiu ao longo dos anos um acervo de formas encontradas na floresta que remetem às letras do alfabeto. Sua produção artística e sua relação íntima com a natureza serviram de base temática para a obra audiovisual realizada pelos discentes.
A relação entre o morador e a paisagem natural motivou a turma a investigar as raízes locais. O contato direto com o pioneiro emocionou os estudantes e permitiu o resgate de episódios fundamentais sobre a colonização e o cotidiano na Amazônia.
Etapas de produção e uso de ferramentas digitais
O projeto foi desenvolvido em etapas que envolveram planejamento, elaboração do roteiro, gravação de entrevistas e imagens, organização de uma exposição cultural e edição audiovisual. Os alunos participaram diretamente de todo o processo criativo.
Para concretizar o filme, o grupo utilizou celulares, microfones, estabilizadores e drone, além de ferramentas digitais de edição. A experiência prática ampliou a compreensão sobre letramento digital e demonstrou a viabilidade de produções audiovisuais complexas na zona rural.
Impacto educacional e valorização da identidade local
A iniciativa proporcionou o desenvolvimento de habilidades relacionadas à comunicação e ao uso das tecnologias digitais, aproximando os conteúdos escolares da realidade vivenciada pela comunidade. A exposição realizada para estudantes de diferentes turmas favoreceu a troca de conhecimentos.
Alunos como Saulo Pereira Rodrigues Júnior e Pollyana Carneiro Martins de Brito destacaram que o projeto fortaleceu o orgulho de estudar na escola pública e de residir na região amazônica, eternizando a história de figuras locais de relevância artística.
Fonte: avozdoxingu.com.br