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Experiência do passageiro redefine o sucesso na gestão de infraestrutura aeroportuária

Experiência do passageiro redefine o sucesso na gestão de infraestrutura aeroportuária
Foto: Divulgação

A nova métrica de sucesso na infraestrutura aeroportuária

A avaliação de aeroportos e hubs de transporte passou por uma transformação fundamental. Se antes o sucesso era medido estritamente por indicadores operacionais, como fluxo de passageiros e custos, hoje a experiência do passageiro consolidou-se como o principal termômetro de desempenho. Operadores que priorizaram essa mudança estratégica já colhem resultados superiores, distanciando-se de modelos que focam apenas na engenharia do sistema em detrimento do usuário final.

A tecnologia atua como o motor dessa transição. Em diversos terminais, processos de controle de fronteira que levavam minutos foram reduzidos a segundos por meio de reconhecimento facial e automação. Quando um aeroporto ainda exige o preenchimento manual de formulários, ele não falha apenas na tecnologia, mas na decisão estratégica de colocar o viajante no centro do desenho operacional.

Demanda crescente e a urgência pela modernização

O cenário global exige respostas rápidas. Dados da Iata indicam que o tráfego aéreo cresceu 10,4% em 2024, superando os níveis pré-pandemia, com projeções de que a demanda dobre até 2050. Sem uma reestruturação profunda nos processos de atendimento, o aumento do volume de passageiros resultará inevitavelmente em gargalos operacionais e insatisfação.

Pesquisas recentes corroboram essa necessidade de mudança. O levantamento Passenger IT Insights 2025, da Sita, revelou que 79% dos viajantes aceitam utilizar identidades digitais, enquanto 60% optariam por checkpoints totalmente automatizados. O desejo do público é claro: processos mais ágeis, segurança rigorosa de dados e personalização, elementos que compõem a essência da jornada moderna.

Avanços tecnológicos nos terminais brasileiros

O Brasil tem demonstrado protagonismo na implementação dessas soluções. Em dezembro de 2025, o Aeroporto Internacional de Guarulhos inaugurou 42 novas portas de controle automatizado de fronteira, fruto de uma parceria estratégica com a Polícia Federal. Paralelamente, o Aeroporto Internacional de Belém antecipou a instalação de biometria facial para atender à demanda internacional da COP30.

Essas iniciativas comprovam que a automação, quando aliada a um planejamento centrado no usuário, reduz drasticamente o tempo de espera. O desafio atual para o setor é transformar essas ações pontuais em um padrão nacional, integrando sistemas que hoje operam de forma isolada e garantindo que a tecnologia sirva como facilitadora da jornada.

Convergência entre serviços públicos e eficiência

A lógica de centralidade no usuário expandiu-se para além dos aeroportos, alcançando a gestão pública brasileira. O país avançou para a 10ª posição no Índice de Governo Digital da OCDE em 2025, impulsionado pelo sucesso da plataforma Gov.br, que hoje atende mais de 177 milhões de pessoas. Esse movimento reflete uma mudança cultural: o Estado passa a ser avaliado pela qualidade do atendimento, e não apenas pela capacidade de processamento de dados.

Para o futuro, a integração entre esses sistemas é o próximo passo necessário. Compartilhar dados com responsabilidade e desenhar serviços que incluam pessoas com deficiência e usuários menos familiarizados com tecnologia são requisitos inegociáveis. O sucesso, portanto, deixa de ser um número interno de eficiência para se tornar a percepção real de quem atravessa o sistema e conclui sua jornada com sucesso.

Fonte: agenciainfra.com

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