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Exposição em Marabá conecta realidades geográficas através da fotografia e desenho

Exposição em Marabá conecta realidades geográficas através da fotografia e desenho
Ana Maria

A Galeria Vitória Barros, situada em Marabá, inaugura uma mostra que propõe um diálogo visual entre paisagens distantes. Intitulada “Confins da América do Sul”, a exposição articula a relação entre o ser humano e os recursos hídricos, conectando Marabá, no Pará, Pelotas, no Rio Grande do Sul, e Comodoro Rivadavia, na Argentina. O projeto, que tem início com vernissage no dia 9 de setembro, segue aberto ao público até 6 de novembro.

Metodologia das caminhagrafias e a observação territorial

A iniciativa é fruto de uma pesquisa iniciada em 2024, coordenada pelo arquiteto Eduardo Rocha e com a participação da antropóloga e fotógrafa Silvia Helena Cardoso. A metodologia adotada, denominada “caminhagrafias”, consiste em percorrer territórios para mapear a vivência local através de fotografias, desenhos e coleta de objetos. A escolha das cidades baseou-se na diversidade das águas: os rios Tocantins e Itacaiunas em Marabá, a Lagoa dos Patos em Pelotas e o Oceano Atlântico em Comodoro Rivadavia.

Para Silvia Helena Cardoso, a fotografia atua como um registro sensível da luz e dos volumes encontrados durante o percurso. A profissional destaca que a liberdade da era digital permitiu que o olhar se concentrasse na percepção imediata do ambiente, capturando a rotina de pescadores e as transformações urbanas, como a extração de petróleo na cidade argentina.

A linguagem do desenho como registro do essencial

O artista visual Natanael Marques integrou a equipe de pesquisa trazendo o desenho como ferramenta de interpretação. O processo exigiu uma adaptação ao ritmo das caminhadas, onde o artista buscava capturar a silhueta e o essencial da paisagem de forma ágil. Essa técnica complementa o registro fotográfico, oferecendo uma camada extra de subjetividade à documentação dos percursos realizados em bairros como o Cabelo Seco e a região da Mangueira.

Desdobramentos e continuidade da pesquisa

O projeto transcende o espaço expositivo da Galeria Vitória Barros, localizada na Avenida Itacaiúnas, 1519. Segundo Ana Maria Martins Barros, colaboradora do espaço, a exposição funciona como uma “grande oficina” que convida o público a novas leituras e criações. A pesquisa prevê ainda a publicação de um livro reunindo as experiências nas três cidades e um catálogo virtual, que será disponibilizado durante a finissage da mostra.

Para mais informações sobre o projeto, os visitantes podem acessar conteúdos adicionais via QR Code disponível no local. A iniciativa reforça a importância da Unifesspa no fomento de estudos que integram arte, antropologia e o cotidiano das comunidades amazônicas e sul-americanas.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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