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Benjamin Haddad aposta na rejeição ao extremismo nas eleições presidenciais francesas

Benjamin Haddad aposta na rejeição ao extremismo nas eleições presidenciais francesas
feira, 2 de julho de 2026. (AP Photo/Andrea Comas)

O ministro francês dos Assuntos Europeus, Benjamin Haddad, manifestou confiança de que o eleitorado da França optará por rejeitar candidaturas de extrema-direita no próximo pleito presidencial. Em entrevista concedida ao programa 12 Minutes With, da Euronews, o representante do governo afirmou acreditar que os cidadãos franceses manterão o histórico de resistência contra propostas populistas e eurocéticas, apesar do cenário político complexo que se desenha para 2027.

Perspectivas eleitorais e o papel das sondagens

As declarações de Haddad ocorrem em um momento em que sondagens, como a realizada pela Elabe para a BFMTV/La Tribune Dimanche, indicam Marine Le Pen, líder do partido Reunião Nacional, com uma vantagem inicial, projetando entre 34% e 35,5% das intenções de voto na primeira volta. O ministro, contudo, minimizou o peso atual desses números, argumentando que o calendário eleitoral ainda é extenso e que o histórico de pesquisas nem sempre reflete o resultado final das urnas.

Haddad relembrou a trajetória de Emmanuel Macron em 2016, quando o atual presidente iniciou sua campanha com índices de popularidade baixos antes de consolidar sua vitória. O ministro enfatizou que, em 2017 e 2022, o eleitorado francês demonstrou, em momentos decisivos, uma preferência por manter o país alinhado aos valores europeus, superando as propostas apresentadas por Le Pen.

Críticas ao histórico político da oposição

Durante a entrevista, o ministro destacou o que considera ser uma tentativa de reposicionamento estratégico da extrema-direita. Haddad recordou que, em pleitos anteriores, a candidatura de Le Pen esteve associada a pautas de ruptura, como a saída da zona euro e a defesa de alianças com Vladimir Putin, temas que hoje a oposição tenta suavizar ou omitir diante do debate público.

O ministro reforçou que a identidade francesa permanece profundamente ligada ao projeto da União Europeia. Segundo ele, a tentativa de Le Pen de distanciar sua imagem de posições radicais não apaga o histórico de euroceticismo que marcou sua trajetória política, um fator que, na visão do governo, deve ser constantemente lembrado aos eleitores.

Estratégia governamental para o pleito de 2027

Para enfrentar o avanço do populismo, Haddad defendeu que a classe política deve atuar com humildade e foco na entrega de resultados concretos. O ministro listou áreas prioritárias como migração, segurança, competitividade e defesa, ressaltando que a resposta à fragmentação política atual exige uma união em torno de candidaturas centristas capazes de dialogar com a população.

Com cerca de 30 nomes já ventilados para a disputa, a fragmentação do centro político é vista como um desafio central. Figuras como os ex-primeiros-ministros Gabriel Attal e Édouard Philippe, além do conservador Bruno Retailleau, compõem um leque de opções que, segundo Haddad, precisa encontrar convergência para evitar a dispersão de votos diante da candidatura de Marine Le Pen.

Para mais informações sobre o cenário político europeu, acompanhe a cobertura completa em pt.euronews.com.

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