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Haddad cobra investigação total e vê distinção em casos de Lulinha e Flávio Bolsonaro

Haddad cobra investigação total e vê distinção em casos de Lulinha e Flávio Bolsonaro
Isabella Alonso Panho / VEJA

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), posicionou-se nesta terça-feira, 25, sobre as investigações que envolvem figuras proeminentes da política nacional. Em uma sabatina à VEJA, Haddad defendeu que as apurações avancem até o esclarecimento completo dos fatos, mas traçou um paralelo entre os casos que atingem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Lula, e as suspeitas relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Haddad argumentou que os episódios não podem ser equiparados, enfatizando a necessidade de uma análise aprofundada e imparcial por parte das autoridades. Sua fala reflete uma estratégia de campanha que busca diferenciar as naturezas das acusações e direcionar o debate público para a transparência e a responsabilidade.

Haddad traça distinções entre investigações de Lulinha e Flávio Bolsonaro

Em sua análise, Fernando Haddad sustentou que as investigações envolvendo Lulinha não apresentariam evidências de contratos firmados com a administração pública, nem de atuação do ex-presidente Lula para beneficiar seu filho. Ele afirmou que não há indícios de que o então presidente tenha movido um dedo para favorecer quem quer que seja, defendendo a total apuração dos fatos.

Por outro lado, o petista apontou que o caso relacionado a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro envolveria recursos com origem em fundos de pensão, além de um áudio atribuído a Vorcaro e um montante significativo de dinheiro supostamente desviado. Haddad ressaltou que, em sua opinião, o personagem envolvido no desvio deveria ser mais investigado, indicando uma diferença fundamental na natureza das acusações. Para o candidato, a distinção entre os dois cenários é clara e exige abordagens investigativas distintas.

Críticas a adversário e novas suspeitas em São Paulo

Ainda durante a sabatina, o candidato petista estendeu suas críticas ao seu principal adversário na corrida pelo governo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad mencionou uma investigação da Polícia Civil que apura a contratação, pela Prefeitura de São Paulo, de uma organização para instalar pontos de wi-fi na cidade, em um contrato que superaria os 100 milhões de reais.

A organização em questão, o Instituto Conhecer Brasil, é presidida por Karina Ferreira da Gama, que também é sócia da Go-Up Entertainment, produtora de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Haddad contrastou este cenário com o caso de Lulinha, reiterando que, enquanto um envolve contratos com a prefeitura, áudios e repasses de fundos de pensão, o outro não teria contrato algum com o poder público. Essa comparação faz parte da estratégia de Haddad de ampliar o escopo do debate eleitoral, buscando equiparar as acusações que afetam seu campo político com as que recaem sobre seus oponentes.

Cenário eleitoral em São Paulo: pesquisa Datafolha

O contexto das declarações de Haddad é dado por um cenário eleitoral desafiador para o petista. A última pesquisa Datafolha, realizada nos dias 18 e 19 de agosto com 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas, com margem de erro de dois pontos percentuais, indicou Tarcísio de Freitas (Republicanos) com uma vantagem considerável.

Tarcísio apareceu com 45% das intenções de voto, 18 pontos percentuais à frente de Haddad, que registrou 27%. Na modalidade espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, a diferença também favoreceu o governador, com 26% contra 13% do petista. A pesquisa também revelou uma rejeição maior a Haddad, com 47% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, em comparação com 29% para Tarcísio. Em um eventual segundo turno, Tarcísio manteria a liderança com 54% contra 35% de Haddad, embora a diferença diminua na Região Metropolitana de São Paulo.

Fonte: veja.abril.com.br

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