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Margem Equatorial: Exxonmobil vislumbra novo capítulo para exploração de petróleo no Brasil

Margem Equatorial: Exxonmobil vislumbra novo capítulo para exploração de petróleo no Brasil
Foto: Enrico Marone/Greenpeace

A ExxonMobil, uma das maiores empresas de energia do mundo, manifestou grande otimismo com o futuro da exploração de petróleo no Brasil, especialmente na região da Margem Equatorial. Segundo Hunter Farris, vice-presidente sênior de Águas Profundas da companhia, a área representa um novo e promissor capítulo para a indústria brasileira, com vasto potencial ainda inexplorado.

A declaração foi feita durante um evento no Rio de Janeiro, onde o executivo ressaltou o interesse da ExxonMobil em ser um parceiro estratégico no desenvolvimento dessa fronteira energética. A empresa já opera cinco blocos na Bacia da Foz do Amazonas, todos localizados na Margem Equatorial, evidenciando seu compromisso com a região.

Potencial inexplorado da Margem Equatorial atrai investimentos

A Margem Equatorial brasileira, uma extensa área que se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte, tem sido apontada como uma das últimas grandes fronteiras de exploração de petróleo e gás em águas profundas no mundo. A região é geologicamente similar a bacias produtoras de sucesso no lado africano do Atlântico e na Guiana, o que alimenta as expectativas de grandes descobertas.

Hunter Farris enfatizou que o sucesso extraordinário observado em outras regiões do Atlântico serve como um forte indicativo do potencial da Margem Equatorial. Ele argumentou que seria uma oportunidade perdida não continuar a explorar e expandir os limites do conhecimento geológico, contribuindo para a próxima fase da indústria de energia do Brasil. A ExxonMobil detém 50% de participação nos cinco blocos na Foz do Amazonas – FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621 – em parceria com a Petrobras, que possui a parcela restante. Até o momento, nenhum poço foi perfurado nessas áreas.

Experiência da ExxonMobil na Guiana como modelo de sucesso

A experiência da ExxonMobil na Guiana foi destacada como um exemplo de como a exploração em águas profundas pode ser bem-sucedida e rápida. A empresa opera os blocos Stabroek e Canje no offshore guianense, onde realizou mais de 30 descobertas desde maio de 2015. A expectativa é que a produção na Guiana atinja 1 milhão de barris por dia (bpd) até o final deste ano.

Farris sublinhou a importância da velocidade na execução dos projetos, desde a perfuração e descoberta até a organização da empresa, parceiros e cadeia de suprimentos. Esse modelo de agilidade e eficiência é o que a ExxonMobil busca replicar em suas operações na Margem Equatorial brasileira, visando transformar o potencial geológico em produção efetiva.

Parceria com a Petrobras e a cadeia de suprimentos brasileira

A colaboração com a Petrobras é um pilar fundamental para os planos da ExxonMobil no Brasil. A expertise local da estatal brasileira, combinada com a tecnologia e experiência global da ExxonMobil em águas profundas, cria uma sinergia estratégica para enfrentar os desafios da exploração na Margem Equatorial.

Adicionalmente, Terry Boles, vice-presidente de execução de Projetos de Águas Profundas da ExxonMobil, revelou que grande parte dos equipamentos utilizados nas operações da empresa na Guiana foi importada do Brasil. Isso inclui itens como tubos e Árvores de Natal Molhada (ANMs), demonstrando a capacidade da cadeia de suprimentos brasileira em atender às demandas de projetos complexos de águas profundas. Essa integração com a indústria nacional reforça o potencial de contribuição da ExxonMobil para a economia local, caso as operações na Margem Equatorial avancem. Para mais informações sobre a indústria de petróleo e gás no Brasil, consulte fontes como a Agência iNFRA.

Fonte: agenciainfra.com

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