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Melqui Galvão, treinador de jiu-jítsu, é banido por federações após prisão por estupro

Reprodução redes sociais
Reprodução redes sociais

A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) anunciaram o banimento definitivo do treinador Melqui Galvão de suas atividades e competições. A decisão, comunicada nesta terça-feira (28), surge após a prisão do profissional, que é investigado por estupro de uma adolescente.

As entidades reforçaram seu repúdio a qualquer conduta que viole a integridade e a segurança dos atletas, especialmente menores de idade. A medida visa proteger os praticantes e manter a credibilidade do esporte diante de acusações graves.

Banimento definitivo: federações de jiu-jítsu agem contra Melqui Galvão

O comunicado conjunto da CBJJ e da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) estabelece que Melqui Galvão não poderá mais participar de eventos, atividades ou fazer parte dos quadros das federações. As organizações expressaram profunda indignação com os atos atribuídos ao treinador, que se tornaram públicos pela imprensa. Elas enfatizaram que tais ações são inaceitáveis e contrariam os princípios éticos fundamentais do esporte.

As federações reiteraram seu compromisso em garantir ambientes seguros, éticos e respeitosos para todos os praticantes. Além disso, destacaram que todos os casos de abuso serão tratados com o máximo rigor. A atitude visa proteger os atletas e manter a credibilidade do jiu-jítsu.

Acusações graves: detalhes da prisão e do crime atribuído ao treinador

A prisão temporária do treinador Melqui Galvão foi decretada pela Justiça de São Paulo, após denúncias de estupro de vulnerável. O acusado, de 47 anos, também atua como policial civil em Manaus. Ele foi detido sob a acusação de violentar uma atleta de 17 anos.

A Polícia Civil de São Paulo indicou que a violência sexual teria ocorrido em fevereiro deste ano, durante uma competição de jiu-jítsu realizada em Roma, na Itália. A vítima treinava com o acusado desde dezembro. Mensagens enviadas por ele à família da adolescente, na tentativa de evitar a investigação, teriam levado a uma confissão do crime.

Investigações apontam que o treinador teria oferecido “vantagens” em troca do silêncio da vítima e de sua família. O salário do acusado, que se aproxima de 30 mil reais brutos, também foi mencionado no contexto das investigações.

Padrão de comportamento: outras vítimas e influência do acusado

A Polícia Civil de São Paulo suspeita que o caso envolvendo a adolescente não seja um incidente isolado. A delegada responsável pela investigação revelou que outras vítimas e testemunhas foram identificadas e ouvidas, apresentando relatos semelhantes que sugerem um padrão de comportamento por parte do investigado. Pelo menos mais uma mulher relatou ter sido abusada sexualmente aos 12 anos.

Houve tentativas anteriores de denúncias, principalmente no Amazonas, onde Melqui Galvão mantém um projeto social. Alunas que preferiram não se identificar relataram à imprensa que as conexões do lutador com policiais em diversos estados teriam dificultado o avanço dessas denúncias. Ele é conhecido por ter treinado agentes do Bope do Rio de Janeiro e por aparecer em fotos com membros da cúpula da Polícia Civil do Amazonas.

Compromisso com a segurança: a postura das entidades e o futuro do esporte

As federações de jiu-jítsu enalteceram a coragem dos atletas que expuseram as situações de violência sofridas. Essa atitude é vista como um encorajamento para que outras vítimas se sintam seguras para denunciar seus agressores. A CBJJ e a IBJJF reafirmam seu compromisso inabalável com a criação de ambientes esportivos que sejam seguros e respeitosos para todos os participantes.

O caso de Melqui Galvão serve como um alerta para a necessidade contínua de vigilância e ação rigorosa contra abusos no esporte. As entidades buscam, com esta medida, reforçar a integridade do jiu-jítsu e proteger seus membros mais vulneráveis.

Fonte: sbtnews.sbt.com.br

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