O estado de Minas Gerais, historicamente reconhecido como o principal termômetro das eleições presidenciais brasileiras, será o foco de um novo levantamento da Quaest. Com divulgação agendada para 8 de setembro, a pesquisa busca mapear o cenário político para 2026, abrangendo as disputas para a Presidência da República, o governo estadual e o Senado Federal.
Desde a redemocratização, o território mineiro mantém uma marca curiosa: todos os candidatos que conquistaram o Palácio do Planalto também obtiveram a maioria dos votos no estado. O levantamento, registrado sob o número BR-09417/2026, visa entender não apenas a intenção de voto, mas também o nível de interesse e a identificação política do eleitorado local.
Disputa presidencial e o termômetro eleitoral
A pesquisa apresenta uma lista com 13 nomes para medir o potencial de voto e o grau de conhecimento dos eleitores sobre os pré-candidatos. Entre os nomes avaliados estão Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Pablo Marçal, Augusto Cury e Renan Santos. O estudo inclui simulações de primeiro turno e um embate direto de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Além da preferência direta, o questionário investiga a solidez do voto, questionando se a escolha do eleitor é definitiva ou passível de mudança. O índice de rejeição também será um indicador central, permitindo identificar quais nomes enfrentam maior resistência entre os mineiros.
Cenários para o governo estadual e Senado
Para o governo de Minas Gerais, a metodologia divide-se entre a intenção de voto espontânea e a estimulada. A lista de nomes inclui figuras como Alexandre Kalil, Cleitinho Azevedo, Mateus Simões, Patrus Ananias, Flávio Roscoe, Gabriel, Henrique Arêas, Indira Xavier e Rafael Duda.
O levantamento também contempla a corrida para o Senado, considerando a disputa pelas duas vagas disponíveis. Assim como na esfera estadual, o estudo medirá a rejeição e a consolidação das escolhas dos eleitores para garantir uma análise detalhada sobre a viabilidade de cada candidatura.
Temas estratégicos e pautas locais
O questionário da Quaest avança sobre temas de impacto direto na vida dos mineiros. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o foco recai sobre a integração entre metrô e ônibus. A segurança pública também entra em pauta, com questionamentos sobre a implementação de câmeras em uniformes policiais.
Outro ponto de debate é o futuro da Cemig. A pesquisa busca medir a opinião pública sobre a possível privatização da companhia, confrontando a visão de que a venda atrairia investimentos com o argumento de que a estatal deve permanecer sob controle governamental. Mais detalhes sobre a metodologia podem ser consultados no portal Veja.
Metodologia e coleta de dados
A coleta de dados ocorrerá entre 4 e 7 de setembro, totalizando 1.506 entrevistas presenciais em todo o estado. A pesquisa, contratada pela GLOBO COMUNICACAO E PARTICIPACOES S/A, apresenta um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de aproximadamente 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Fonte: veja.abril.com.br