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Para o segundo turno, o questionário simula um confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Outras projeções colocam o presidente em embates com Michelle Bolsonaro, Zema, Caiado, Renan Santos e Jair Bolsonaro. A abrangência da pesquisa também permitirá medir a rejeição dos principais candidatos e a imagem pública, positiva ou negativa, de diversas lideranças políticas.
Um segmento importante do estudo comparará a percepção dos eleitores sobre a capacidade de Lula e Flávio Bolsonaro em gerir diferentes setores da administração pública. Os entrevistados serão questionados sobre em quem confiam mais para lidar com temas como economia e inflação, saúde, educação, segurança pública e combate à corrupção.
A análise se estende a áreas cruciais como política externa, equilíbrio fiscal, geração de empregos, promoção da democracia, redução da pobreza e da desigualdade, infraestrutura e proteção do meio ambiente. Essa comparação oferecerá insights sobre se a preferência eleitoral se alinha com a confiança na competência administrativa de cada figura política.
A crise comercial com os Estados Unidos é um ponto central do questionário. A AtlasIntel investigará se a tarifa de 25% é vista como justificada ou injustificada e qual seria sua principal motivação: econômica, política interna americana ou uma tentativa de influenciar a eleição brasileira.
Os eleitores também deverão apontar quem consideram culpado pelo insucesso das negociações, com alternativas que atribuem a responsabilidade ao governo Lula, por falhas na condução, ou ao governo de Donald Trump, por falta de interesse em um acordo. Outra questão aborda a responsabilidade pelas tarifas aplicadas ao Brasil desde 2025, oferecendo opções como o governo Lula, a família Bolsonaro, ambos ou nenhum.
A pesquisa também explorará a percepção dos eleitores sobre uma possível tentativa do governo Trump de interferir na eleição presidencial brasileira. Será medido o grau de influência atribuído à família Bolsonaro na política tarifária americana em relação ao Brasil.
O questionário estabelece uma ligação direta entre o resultado eleitoral e o futuro das tarifas. Os entrevistados deverão indicar se acreditam que as tarifas aumentariam, permaneceriam estáveis ou diminuiriam em caso de reeleição de Lula ou de vitória de Flávio Bolsonaro.
A AtlasIntel buscará entender a postura que o governo brasileiro deveria adotar diante das exigências americanas, oferecendo opções como ceder totalmente, aceitar parcialmente ou rejeitar integralmente. O levantamento também avaliará o apoio a uma retaliação baseada na lei brasileira de reciprocidade econômica e se as tarifas representam uma ameaça à soberania nacional.
Entre as exigências americanas testadas estão a redução de tarifas para setores dos EUA, a retirada de taxas sobre o etanol americano, a não regulamentação de plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações. O questionário ainda medirá a percepção dos brasileiros sobre se o Pix está ameaçado pela pressão americana e se deveria ser parte das conversas bilaterais. Além da disputa eleitoral e do “tarifaço”, a pesquisa abordará a aprovação do governo Lula, a percepção econômica, as expectativas para os próximos seis meses e os principais problemas do país.
Fonte: veja.abril.com.br
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