A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reafirmou o compromisso estratégico da estatal com o estado da Bahia. Em um movimento que sinaliza a intensificação das atividades operacionais, a executiva destacou planos robustos para os setores de exploração e produção de óleo e gás, além da expansão na fabricação de biodiesel e fertilizantes na região.
O anúncio ocorre em um momento de realinhamento da companhia, que busca ampliar sua presença local após períodos de desinvestimento. A estratégia da gestão atual visa não apenas o fortalecimento da infraestrutura existente, mas também a garantia de maior segurança energética e produtiva para o mercado nacional.
Expansão e modernização da infraestrutura na Bahia
A Petrobras tem concentrado esforços na reativação e modernização de ativos fundamentais. A Fafen-BA, unidade de fertilizantes da estatal, recebeu um investimento de R$ 100 milhões para retomar a produção de ureia, insumo essencial para o agronegócio brasileiro. A planta opera atualmente com uma capacidade diária de 1,3 mil toneladas.
Além da unidade de fertilizantes, a empresa projeta um aporte de R$ 115 milhões na usina de biodiesel localizada em Candeias. O plano de expansão inclui ainda um investimento de US$ 3,5 bilhões, equivalente a cerca de R$ 17,4 bilhões, destinado à perfuração de aproximadamente 100 novos poços e intervenções em estruturas no Recôncavo Baiano até 2030.
Estratégia de mercado e viabilidade financeira
A viabilidade econômica das operações de fertilizantes está diretamente atrelada à gestão do preço do gás natural. Segundo a presidência da estatal, a redução dos custos operacionais foi alcançada por meio do aumento da oferta, impulsionada pela entrada em operação do gasoduto Rota-3, que traz 21 milhões de metros cúbicos diários do pré-sal.
A companhia defende que a escala de produção é o fator determinante para a competitividade dos preços. Ao integrar o consumo interno de gás com a produção de fertilizantes, a Petrobras busca equilibrar a oferta e a demanda, garantindo que o negócio seja rentável e, ao mesmo tempo, contribua para a segurança alimentar do país.
Projeções para o setor de fertilizantes até 2028
A visão de longo prazo da Petrobras contempla a operação de quatro fábricas de fertilizantes até 2028, abrangendo unidades na Bahia, Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul. A expectativa é que, com a plena capacidade instalada, a estatal consiga suprir 35% da demanda nacional por fertilizantes nitrogenados.
O gerente executivo de processamento de gás natural, Wagner Felício, ressaltou que a empresa avalia constantemente processos de modernização, conhecidos como revamps, para elevar a produtividade das plantas. Essa abordagem reflete uma mudança de paradigma, onde a produção de fertilizantes deixa de ser vista como um passivo para se tornar uma frente estratégica de autoconsumo de gás.
Para mais informações sobre o setor, acompanhe os desdobramentos em Agência iNFRA.
Fonte: agenciainfra.com