O preço médio do diesel S10 no Brasil apresentou uma elevação de 5,1% durante os primeiros 15 dias de setembro. Segundo levantamento realizado pela TruckPag, o valor do combustível saltou de R$ 6,43 para R$ 6,76 por litro, refletindo uma tendência de alta observada em quase toda a primeira metade do mês.
Dinâmica de mercado e monitoramento de preços
A análise da TruckPag baseia-se em dados coletados em aproximadamente 4.900 postos de combustíveis, abrangendo cerca de 10 mil bombas espalhadas pelo território nacional. O aumento de R$ 0,33 por litro ocorreu de maneira contínua, com exceção dos dias 6 e 12 de setembro, quando o mercado apresentou estabilidade.
O monitoramento considera dois recortes temporais distintos. O primeiro analisa a valorização acumulada desde 28 de fevereiro, período marcado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O segundo observa a evolução dos preços a partir de 3 de setembro, após a redução estimada entre 10% e 20% nas cotas de diesel comercializadas pela Petrobras às grandes distribuidoras.
Disparidades regionais no custo do combustível
A variação dos preços não ocorreu de forma uniforme entre os estados brasileiros. No acumulado desde 28 de fevereiro, o Piauí lidera o ranking de maior alta, com um avanço de 25,63%, o que representa um acréscimo de R$ 1,52 por litro. Em contrapartida, Rondônia registrou o menor avanço no mesmo período, com 11,53%.
Ao isolar a comparação a partir de 3 de setembro, o cenário mantém o Piauí na liderança das altas, com um crescimento de 9,03%. O Distrito Federal destacou-se como a única localidade mapeada a apresentar uma leve queda no período, registrando variação negativa de 0,31%.
Impacto da subvenção federal no setor
Em 17 de setembro, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 1 por litro no preço de venda do diesel A para as distribuidoras. No entanto, uma subvenção federal de igual valor foi implementada para compensar o impacto, mantendo o preço de venda da estatal inalterado para as distribuidoras por um período de 30 dias.
Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, ressalta que a subvenção oferece uma proteção temporária, mas não elimina todas as pressões do mercado. O executivo reforça a necessidade de monitorar o comportamento dos preços reais de abastecimento nas próximas semanas para compreender como as variáveis da cadeia produtiva reagirão ao cenário atual.
Fonte: agenciainfra.com