Professores da rede municipal de ensino e moradores da zona rural de Anapu, no sudoeste do Pará, paralisaram o tráfego na BR-230, a Rodovia Transamazônica, na manhã desta segunda-feira (1º de junho). A mobilização busca pressionar o poder público local por avanços estruturais e o cumprimento de direitos trabalhistas da categoria.
educação: cenário e impactos
O ato teve início por volta das 7h, com a concentração de manifestantes na sede do Sintepp. Após o encontro inicial, o grupo seguiu em caminhada até o perímetro urbano da rodovia, onde estabeleceu um bloqueio. A interdição, que afeta o fluxo de veículos de carga e transporte coletivo, ocorre de forma intermitente, permitindo a passagem de ambulâncias e casos de emergência sob monitoramento da Polícia Rodoviária Federal.
Pauta de reivindicações e o bloqueio na Transamazônica
O movimento exige a regularização imediata do pagamento de 40% do salário-base dos docentes contratados. Além disso, os profissionais cobram o pagamento integral de progressões horizontais e verticais, incluindo valores retroativos referentes a processos protocolados ao longo de 2026.
A transparência na gestão de recursos educacionais também é um pilar central da manifestação. Os participantes demandam esclarecimentos sobre a aplicação de verbas do Fundef, Fundeb, PNAE e PNATE, essenciais para a manutenção das atividades escolares no município.
Desafios na infraestrutura escolar e transporte
Além das questões salariais, a comunidade escolar aponta falhas graves na logística do ensino municipal. A pauta inclui a normalização da merenda escolar e a reestruturação do transporte de estudantes, que enfrenta problemas recorrentes de abastecimento.
Os manifestantes também buscam garantias para o cumprimento dos 200 dias letivos previstos em lei. Outro ponto de destaque é a necessidade de diretrizes claras para a implementação e o fortalecimento do ensino integral nas unidades de ensino de Anapu.
Posicionamento das autoridades municipais
Até o momento, a gestão municipal não emitiu comunicados oficiais sobre a paralisação ou sobre as demandas apresentadas pelos servidores e moradores. A situação na rodovia segue sendo acompanhada de perto pelas autoridades de segurança.
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Fonte: avozdoxingu.com.br