A edição recente da Corrida do Fogo, organizada pelo 5º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) em Marabá, tornou-se palco de um conflito sobre inclusão e normas esportivas. A atleta Rayta Solaires, que participou da prova de 7 quilômetros, denunciou ter sido vítima de transfobia após ter seu resultado desconsiderado pela organização, mesmo após cruzar a linha de chegada na primeira colocação da categoria feminina.
transfobia: cenário e impactos
Impasse sobre a participação de atletas trans
Rayta Solaires afirma que sua trajetória na competição é consolidada, tendo participado das edições anteriores sem enfrentar restrições. A atleta relata que, ao conquistar o primeiro lugar desta vez, foi impedida de subir ao pódio, o que motivou o registro de um boletim de ocorrência. Ela defende que o esporte local deveria evoluir para incluir categorias específicas voltadas ao público LGBTQIA+.
Posicionamento da organização e critérios técnicos
O tenente-coronel Felipe Galucio, comandante do 5º GBM, negou qualquer conduta discriminatória. Segundo o oficial, a organização enfrentou um vácuo regulamentar e buscou respaldo nas diretrizes da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A decisão de invalidar o resultado baseou-se na interpretação de que o regulamento da prova previa a separação por sexo biológico, visando preservar a classificação das demais competidoras.
Questionamentos sobre a cronometragem do evento
Além da polêmica envolvendo a categoria feminina, a integridade dos resultados foi questionada por outras participantes. A atleta Kátia Sirene Feitoza de Souza manifestou repúdio contra a organização, alegando falhas graves na cronometragem. Segundo ela, um erro no registro de tempo a teria privado da terceira colocação na faixa etária de 50 a 59 anos.
Perspectivas para o futuro das competições
O caso expõe a necessidade de maior clareza nas regras de eventos esportivos não federados. O comando do 5º GBM reconheceu que o tema é sensível e sinalizou a intenção de debater ajustes para futuras edições. Enquanto a esfera administrativa busca soluções, a questão segue sob análise, com a atleta Rayta Solaires mantendo a intenção de buscar reparação por vias judiciais.
Fonte: correiodecarajas.com.br