A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) concluiu recentemente novas etapas de seu programa de extensão voltado para o fortalecimento das comunidades tradicionais. A iniciativa, realizada em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, busca impulsionar a bioeconomia e garantir a defesa territorial de famílias que vivem às margens dos rios na região.
As ações práticas da universidade contemplam dezenas de famílias locais por meio de um formato educacional abrangente e direcionado. O trabalho conjunto envolve diferentes órgãos públicos, associações comunitárias e pesquisadores acadêmicos na missão de valorizar os saberes tradicionais aliados a práticas modernas de sustentabilidade.
Metodologia abrangente para toda a família ribeirinha
A estrutura pedagógica desenvolvida pela instituição foi dividida em frentes específicas para atender diferentes faixas etárias e funções produtivas. A Escola da Pesca concentra esforços na melhoria do trabalho de pescadores e manipuladores, enquanto a Escola das Águas direciona jovens para o monitoramento e a preservação da biodiversidade aquática local.
Para o público infantil, a Escolinha das Águas introduz conceitos de educação ambiental e arte-educação de maneira lúdica. Desse modo, o projeto assegura que o aprendizado sobre o manejo sustentável e a proteção dos recursos naturais envolva todas as gerações das comunidades contempladas.
Inovação gastronômica e técnicas de baixo custo
Durante as oficinas práticas, os participantes receberam orientações especializadas para o aproveitamento integral do pescado e a criação de novas receitas. Entre as inovações introduzidas na culinária local estão o desenvolvimento de hambúrgueres de peixe e preparações doces inovadoras utilizando filé de pescada branca.
Os moradores também aprenderam a construir estruturas artesanais de defumação utilizando materiais acessíveis, o que amplia as possibilidades de conservação e comercialização do pescado. Essas alternativas fortalecem a autonomia financeira das famílias e diversificam a economia local de forma sustentável.
Defesa do território e perspectivas para o futuro
Além do manejo produtivo, a capacitação colocou em pauta a preservação ambiental e a cartografia social dos territórios tradicionais. Os cursistas debateram legislações de proteção, protocolos de consulta e técnicas voltadas para a conservação de quelônios amazônicos, fundamentais para o equilíbrio ecológico dos rios.
Com os resultados obtidos nas etapas mais recentes, a coordenação do projeto já planeja ampliar a atuação para novas localidades nos próximos períodos. A meta institucional é expandir o alcance da assistência técnica e educacional ao longo dos rios da região amazônica.
Fonte: correiodecarajas.com.br