A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, rebateu declarações recentes feitas pelo senador Flávio Bolsonaro a respeito da gestão ambiental no Brasil. Durante um ato de campanha em Osasco, a ambientalista classificou a postura do parlamentar como negacionista, destacando a necessidade de políticas específicas para o enfrentamento da crise climática global.
A divergência sobre políticas ambientais e saneamento
O embate surgiu após uma entrevista de Flávio Bolsonaro ao Jornal Nacional, na qual o senador defendeu que a prioridade para a preservação ambiental deveria ser o investimento em saneamento básico. Ele utilizou o marco legal aprovado durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como o principal exemplo de sua estratégia para o setor.
Marina Silva, no entanto, refutou a ideia de que o saneamento, embora essencial para a saúde pública, seja uma solução suficiente para os desafios climáticos. Segundo a ministra, a abordagem do senador ignora a complexidade da crise ambiental e serve como uma tentativa de minimizar os impactos das políticas adotadas em gestões anteriores.
Mitigação e resultados na agenda climática
Para a titular da pasta do Meio Ambiente, o combate efetivo às mudanças do clima exige uma agenda estruturada de mitigação, que vá além da infraestrutura urbana básica. Ela enfatizou que a atual gestão do governo Lula tem priorizado o controle do desmatamento como pilar central de sua atuação.
Em declaração à imprensa, a ministra afirmou que o governo atual conseguiu reduzir o desmatamento à metade do índice registrado no final do mandato de Jair Bolsonaro em um período inferior a quatro anos. A fala reforça o contraste entre as visões de governo sobre a preservação dos biomas brasileiros e a responsabilidade estatal na redução de emissões de gases de efeito estufa. Mais informações sobre a atuação da pasta podem ser acompanhadas no portal oficial do Ministério do Meio Ambiente.
Fonte: veja.abril.com.br