O presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, manifestou duras críticas à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida, que reverteu uma determinação anterior do ministro André Mendonça, foi classificada por Ribeiro como “absolutamente teratológica” e gerou um clima de perplexidade no meio jurídico nacional.
Em entrevista ao programa VEJA em Foco, o dirigente partidário defendeu que a permanência de Andrei Rodrigues no cargo é incompatível com a necessidade de investigações sobre sua atuação. Segundo Ribeiro, o posto de diretor-geral, por envolver o acesso a instrumentos estratégicos de inteligência, exigiria o afastamento imediato durante o curso de qualquer apuração formal.
Conflito de decisões e o papel do Supremo Tribunal Federal
Para o presidente do Novo, a intervenção de Flávio Dino ao suspender uma ordem de um colega de Corte criou um precedente inédito e grave. Ribeiro argumentou que a manobra jurídica, ao atuar em um inquérito distinto para anular a decisão de Mendonça, aprofundou o conflito interno no tribunal e gerou instabilidade institucional.
O dirigente também comentou a atuação do ministro Edson Fachin, que buscou centralizar a condução dos desdobramentos do caso. Na visão de Ribeiro, a medida de Fachin foi uma tentativa de conter a sequência de decisões conflitantes, sinalizando que a situação havia atingido um nível de desorganização que exigia uma resposta centralizada da presidência do STF.
Ações do Partido Novo e críticas ao Senado
Além do caso específico da Polícia Federal, o Partido Novo mantém uma postura crítica em relação a outros inquéritos conduzidos pelo STF. Ribeiro reforçou que a legenda defende o arquivamento do chamado “inquérito das fake news”, alegando que a investigação não possui mais condições de prosseguir. O partido afirma possuir quase 20 ações em andamento relacionadas a essa crise institucional.
Ribeiro também direcionou críticas ao Senado Federal, questionando a concentração de poder nas mãos da presidência da Casa para decidir sobre o trâmite de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Para o presidente do Novo, o Senado deveria exercer de forma mais ativa suas prerrogativas constitucionais, evitando que solicitações dessa natureza fiquem retidas sem a devida análise parlamentar.
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Fonte: veja.abril.com.br