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Flávio Dino derruba sigilo de investigação sobre filme de Jair Bolsonaro

Flávio Dino derruba sigilo de investigação sobre filme de Jair Bolsonaro
Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo dos autos que apuram o uso de recursos públicos para o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”. A decisão judicial ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal com o suporte da Controladoria-Geral da União.

Ações da Polícia Federal e buscas em endereços estratégicos

A operação cumpriu mandados em 49 endereços distribuídos por São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os alvos principais da diligência estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama. Durante as buscas na residência do parlamentar, agentes apreenderam sete armas de fogo que, embora registradas, estavam armazenadas em local divergente do declarado oficialmente aos órgãos de controle.

Suspeitas sobre o uso de emendas parlamentares

O foco central da investigação reside na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares, repassadas por Mario Frias em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama. O montante foi transferido em parcelas entre fevereiro e outubro do ano seguinte. Paralelamente, a Academia Nacional de Cultura, também sob gestão da empresária, teve suas atividades suspensas por determinação judicial.

Esquema de desvio e medidas cautelares

A Polícia Federal aponta indícios de que os recursos foram desviados por meio de uma rede de empresas contratadas para serviços que, segundo a apuração, não foram executados. O esquema teria movimentado centenas de milhões de reais até julho deste ano. Diante da gravidade, Flávio Dino impôs restrições severas aos investigados, incluindo a proibição de viagens ao exterior sem autorização judicial e o recolhimento de passaportes.

Investigações paralelas no Supremo Tribunal Federal

Além da apuração principal, o ministro André Mendonça conduz um processo paralelo para verificar a possível intermediação do senador Flávio Bolsonaro no repasse de R$ 61 milhões, oriundos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, para a produção do mesmo filme. Até o momento, as defesas dos envolvidos não se manifestaram sobre as acusações. Mais informações podem ser acompanhadas pelo portal oficial do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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