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Pesquisas presidenciais indicam cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pesquisas presidenciais indicam cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Ton Molina/Agência Senado/Divulgação

As três principais pesquisas presidenciais divulgadas nesta semana desenham um cenário de intensa competitividade entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Embora os levantamentos apresentem variações metodológicas e de percentuais, a tendência geral aponta para uma disputa acirrada, com diferenças que oscilam conforme o instituto de pesquisa consultado.

Os dados consolidados pelos institutos BTG/Nexus, Quaest e CNT/MDA mantêm o atual mandatário na liderança numérica do primeiro turno. No entanto, o cenário de segundo turno revela um quadro de equilíbrio ainda mais acentuado, com registros de empate técnico que sinalizam uma polarização consolidada entre os dois principais nomes da corrida eleitoral.

Liderança de Lula e concentração de votos no primeiro turno

No cenário de primeiro turno, os três levantamentos convergem ao colocar Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro. A maior distância entre os candidatos foi registrada pela CNT/MDA, que aponta o petista com 40,6% das intenções de voto contra 30,4% do senador, estabelecendo uma vantagem de 10,2 pontos percentuais.

Já os institutos BTG/Nexus e Quaest mostram uma distância mais curta, de cinco pontos. Na BTG/Nexus, Lula aparece com 42% e Flávio com 37%. Na Quaest, os números são de 36% para o presidente e 31% para o seu principal adversário. Esses dados demonstram que, apesar das variações, a liderança de Lula é um ponto comum nas amostras atuais.

Um fenômeno observado é a crescente concentração de votos na dupla principal. Na BTG/Nexus, a soma das intenções de voto de Lula e Flávio atinge 79%. Na CNT/MDA, esse valor chega a 71%, enquanto a Quaest registra 67%. Esse movimento sugere um esvaziamento gradual das alternativas de terceira via conforme a eleição se aproxima.

Equilíbrio e empate técnico nas projeções de segundo turno

É nas simulações de segundo turno que as pesquisas presidenciais revelam as maiores surpresas e o maior grau de incerteza. Na BTG/Nexus, Lula detém 47% contra 46% de Flávio Bolsonaro, o que configura um empate técnico rigoroso dentro da margem de erro. O cenário reflete a divisão do eleitorado em dois blocos quase idênticos em tamanho.

A Quaest trouxe um dado inédito nesta rodada: pela primeira vez desde abril, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado também é de empate técnico. Na rodada anterior deste mesmo instituto, ambos apareciam com 41% das intenções de voto.

Por outro lado, a CNT/MDA apresenta uma vantagem mais confortável para o atual presidente no confronto direto. Lula aparece com 47,3% frente aos 40% de Flávio. Apesar da liderança de 7,3 pontos, o intervalo é menor do que o registrado em agosto, quando a distância entre os dois candidatos era de nove pontos percentuais, indicando uma trajetória de aproximação.

Desempenho de candidatos da terceira via e tendências

Enquanto a polarização se acentua, os candidatos que buscam romper essa dualidade enfrentam dificuldades para crescer. Augusto Cury, do Avante, que vinha apresentando uma trajetória ascendente em levantamentos anteriores, agora aparece estabilizado entre 6% e 7%. Na BTG/Nexus, ele recuou de 9% para 6%, enquanto na Quaest oscilou de 8% para 7%.

Outros nomes que figuram na disputa incluem Ronaldo Caiado e Renan Santos. Os desempenhos variam levemente entre os institutos:

  • Ronaldo Caiado: oscila entre 3% e 5% das intenções de voto.
  • Renan Santos: registra entre 2% e 4% nos diferentes levantamentos.

A estabilidade desses nomes em patamares baixos reforça a tese de que o eleitorado está focado na decisão entre os dois líderes. A convergência dos dados mostra que nenhum dos institutos aponta uma vantagem folgada no segundo turno, mantendo a disputa aberta e dependente da migração de votos dos candidatos minoritários e dos indecisos.

Próximos levantamentos e o impacto do cenário jurídico

A agenda de pesquisas presidenciais segue intensa nos próximos dias, o que deve fornecer novos elementos para a análise das estratégias de campanha. Estão previstas divulgações da AtlasIntel, Datafolha e Real Time Big Data. Estes serão os primeiros números coletados após eventos políticos e jurídicos de grande repercussão nacional.

Especialistas aguardam para ver como o eleitorado reagirá aos desdobramentos do Caso Master e às recentes quebras de sigilo determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. Esses fatores externos costumam influenciar a percepção pública e podem alterar as intenções de voto na reta final, especialmente entre os eleitores que ainda não consolidaram sua escolha.

Fonte: veja.abril.com.br

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