Uma família residente no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, enfrenta uma situação crítica de isolamento após a instalação de um enxame de abelhas no quintal de sua residência. O incidente, registrado no último sábado (8), transformou a rotina dos moradores, que agora se veem obrigados a permanecer confinados no interior do imóvel para evitar possíveis ataques dos insetos.
A moradora Camila Lucas relatou que a aglomeração dos insetos ocorreu de forma repentina. Por volta das 11h, ao realizar tarefas domésticas no quintal, ela foi surpreendida pela presença massiva das abelhas. Desde então, a dinâmica familiar foi drasticamente alterada, gerando um estado de alerta constante dentro da propriedade.
Riscos à saúde e desafios do confinamento
O cenário é agravado pela composição dos moradores da residência. Além de Camila, o imóvel abriga sua mãe, a aposentada Maria Coelho, seu marido e dois filhos. A preocupação central da família reside no fato de um dos filhos ser alérgico a picadas de insetos, o que eleva o nível de perigo caso ocorra qualquer contato direto com o enxame.
O confinamento forçado tem sido um desafio adicional, especialmente devido às altas temperaturas registradas na região. A necessidade de manter portas e janelas fechadas para impedir a entrada das abelhas torna o ambiente interno desconfortável, enquanto a impossibilidade de utilizar o quintal interrompe atividades cotidianas essenciais para a família.
Dificuldades na remoção e histórico na região
Ao buscar auxílio, a família entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, mas recebeu a orientação de que o atendimento seguiria uma ordem de prioridade ou que a contratação de um apicultor particular seria uma alternativa para maior celeridade. A espera por uma solução definitiva tem gerado apreensão entre os residentes.
O problema não é restrito a este endereço. Recentemente, moradores do bairro do Atalaia relataram uma situação semelhante, onde a convivência prolongada com um enxame resultou em incidentes com picadas e invasão de propriedades. O fenômeno demonstra a recorrência de desafios ambientais urbanos que exigem atenção das autoridades locais.
Protocolos de segurança e atuação dos órgãos públicos
Em resposta à situação, o Corpo de Bombeiros informou que enviará uma equipe técnica ao bairro do Coqueiro para realizar uma avaliação detalhada do local e determinar as medidas de controle necessárias. A corporação reforça a importância de protocolos de segurança para evitar acidentes graves.
A Defesa Civil de Ananindeua esclareceu que sua atuação ocorre de maneira complementar, após a avaliação inicial dos bombeiros. O órgão enfatiza que, sob nenhuma circunstância, os moradores devem tentar realizar a remoção do enxame por conta própria. Para emergências, a população deve acionar o resgate oficial através do número 193.
Fonte: aprovinciadopara.com.br