O Brasil se prepara para uma participação histórica na Sial Xangai 2026, a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das mais relevantes globalmente. Com um número recorde de 82 empresas exportadoras brasileiras, o evento promete ser um marco para o agronegócio nacional, com a expectativa de prospectar negócios que podem alcançar a impressionante cifra de US$ 3,3 bilhões.
A presença robusta reflete a crescente ambição do Brasil em diversificar e expandir sua atuação no mercado asiático. A feira, que ocorre no Shanghai New International Expo Center, é um palco estratégico para que os produtos brasileiros alcancem não apenas importadores chineses, mas também uma vasta rede de clientes em toda a Ásia, consolidando a posição do país como um fornecedor global de destaque.
Expansão recorde de empresas brasileiras no mercado asiático de alimentos
A edição de 2026 da Sial Xangai contará com uma delegação brasileira sem precedentes, composta por 82 companhias dos setores de alimentos e bebidas. Este aumento significativo na participação demonstra o otimismo e o empenho do setor produtivo nacional em explorar as oportunidades oferecidas pelo dinâmico mercado asiático.
As empresas brasileiras estarão distribuídas em cinco pavilhões, cada um dedicado a diferentes segmentos. A expectativa de US$ 3,3 bilhões em novos negócios sublinha a importância estratégica do evento para o crescimento das exportações e a geração de valor para a economia brasileira.
Diplomacia comercial e abertura de mercados para alimentos brasileiros na China
A comitiva brasileira na Sial Xangai será liderada pelo ministro da Agricultura, André de Paula, em sua primeira missão internacional desde que assumiu a pasta. Sua presença ressalta o apoio governamental à expansão comercial e à busca por novas oportunidades.
Após a feira, o ministro seguirá para Pequim, onde terá reuniões cruciais com representantes do governo chinês. O objetivo é avançar em negociações para a abertura de novos mercados e buscar melhorias nas relações comerciais, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina, um dos principais produtos de exportação do Brasil.
Destaque para a carne bovina e diversidade de alimentos do Brasil
Entre os cinco pavilhões brasileiros, o estande dedicado à carne bovina se destaca como o maior, organizado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Com a participação de 25 frigoríficos, o número representa um aumento de 20% em relação ao ano anterior, evidenciando a força do setor.
O projeto Brazilian Beef, da Abiec, ocupará um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados para promover a carne brasileira. Frigoríficos como Astra, JBS e Minerva Foods estão entre os participantes, buscando atender à crescente demanda do mercado chinês em diversos canais, como varejo e food service. Durante a feira, a equipe do restaurante Barbacoa realizará apresentações de cortes bovinos brasileiros para o público profissional.
Além da carne, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) coordenará dois pavilhões e atuará em parceria com a Abiec, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Um pavilhão exclusivo será destinado ao Programa Cooperar para Exportar, que visa internacionalizar cooperativas da agricultura familiar. Dez cooperativas apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos da biodiversidade brasileira, agregando valor e diversidade à oferta nacional.
Parceria estratégica com a China e perspectivas futuras para alimentos
A China é, historicamente, o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, correspondendo a 32,7% do total exportado pelo setor. A relação comercial tem se fortalecido, com a abertura de 25 mercados para produtos brasileiros na China entre 2019 e 2025, incluindo complexo soja, proteínas animais e grãos.
Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil, enfatizou a importância dessa parceria. “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou. A expectativa é que a Sial Xangai 2026 reforce ainda mais essa conexão vital para a economia brasileira. Para mais informações sobre as ações de promoção comercial, visite o site da ApexBrasil.
Fonte: globorural.globo.com