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Apoio cruzado: presidente do PDT no Pará endossa rivais de candidato próprio ao senado

Apoio cruzado: presidente do PDT no Pará endossa rivais de candidato próprio ao senado
Reprodução / portalofato.com.br

O cenário político paraense ganhou um novo e peculiar capítulo com a recente declaração do presidente estadual do PDT no Pará, Giovanni Queiroz. Em um movimento que surpreendeu observadores e militantes, Queiroz manifestou publicamente seu apoio às candidaturas de Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil) para as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. A inusitada manifestação ocorre apesar de o próprio PDT ter um candidato oficial na disputa: o deputado federal Celso Sabino.

A candidatura de Sabino foi homologada pela legenda em convenção estadual realizada em julho, o que torna o posicionamento de Queiroz um ponto de controvérsia dentro do partido. A declaração do dirigente pedetista, veiculada em vídeo nas redes sociais, também incluiu o apoio à reeleição de Hana Ghassan (MDB) ao Governo do Pará, reforçando uma aliança que transcende as fronteiras partidárias tradicionais.

Apoio inesperado gera questionamentos no PDT paraense

Em sua mensagem, Giovanni Queiroz fez um apelo direto aos eleitores, pedindo “juízo” na escolha dos representantes e citando nominalmente os candidatos que endossa. “Vamos juntos eleger Hana, além de senadores como Helder Barbalho e Chicão. Vamos juntos construir a nossa vida melhor”, afirmou o presidente estadual do PDT, reiterando a importância de votar em quem, segundo ele, tem compromisso com o agronegócio e a agricultura familiar.

Este direcionamento de votos para adversários diretos de um candidato da própria legenda levanta questões sobre a coesão interna do PDT no estado. A manifestação ocorre na reta final da campanha, adicionando uma camada de complexidade à dinâmica eleitoral e à estratégia do partido para as eleições vindouras.

Candidatura de Celso Sabino e o contexto da disputa

A situação é particularmente delicada para Celso Sabino, que concorre ao mesmo cargo de Helder Barbalho e Chicão. O Pará elege dois senadores, permitindo que cada eleitor vote em dois nomes. No entanto, o pedido de Giovanni Queiroz para que os eleitores escolham justamente os dois adversários de Sabino cria um cenário de desalinhamento explícito na cúpula partidária.

Giovanni Queiroz, como presidente estadual, presidiu a convenção que oficializou a candidatura de Sabino, o que torna seu atual posicionamento ainda mais notável. Este episódio é mais um exemplo dos apoios cruzados que têm caracterizado a corrida pelo Senado no Pará, onde alianças e declarações nem sempre seguem as linhas partidárias esperadas.

Implicações políticas e o cenário eleitoral no Pará

A declaração do presidente do PDT paraense coloca a direção da legenda em uma posição distinta da candidatura majoritária que o próprio partido lançou. Essa divergência pode ter implicações significativas para a campanha de Celso Sabino e para a percepção pública da unidade partidária.

Hana Ghassan, também mencionada por Queiroz, busca a reeleição ao Governo do Pará pelo MDB. Ela assumiu o Executivo estadual em abril, após Helder Barbalho se afastar do cargo para se dedicar à sua própria campanha ao Senado. O entrelaçamento de candidaturas e apoios demonstra a fluidez e as complexas negociações que permeiam o processo eleitoral no estado.

Para mais informações sobre o processo eleitoral e as regras de campanha, consulte o Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: portalofato.com.br

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